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Del Bosque exalta os 23 jogadores e diz que título prestigiou o espetáculo

Del Bosque exalta os 23 jogadores e diz que título prestigiou o espetáculo

Atualizado: Segunda-feira, 12 Julho de 2010 as 8:38

Quando alguém lembrar da Espanha campeã mundial no futuro, certamente as imagens de Casillas fazendo grandes defesas, David Villa sendo o artilheiro, Xavi comandando o meio-campo ou Iniesta marcando o gol histórico na final serão as primeiras na memória. Mas o técnico Vicente del Bosque não quer isso: para o comandante do primeiro título da Fúria na Copa, todos os 23 jogadores são responsáveis e merecem reconhecimento.

Assim como o futebol jogado pela Espanha na África do Sul. Apesar de ser a campeã com pior média de gols da história do Mundial, a Fúria sempre buscou o ataque, foi a seleção que mais arriscou chutes e fez do toque de bola sua arma mortal. Para Del Bosque, a vitória sobre a Holanda foi um presente para quem gosta de espetáculo.

- Esta final prestigiou o futebol de qualidade, de ataque. Acho que o futebol segue em frente depois desta Copa, foi um torneio com grande êxito – disse o treinador.

Dos 23 convocados por Del Bosque, apenas três não entraram em campo na África do Sul: Raul Albiol e os goleiros reservas Victor Valdés e Pepe Reina, que viram o titular Iker Casillas brilhar e ser eleito o melhor da Copa na posição. Xavi, Iniesta e David Villa não conseguiram prêmios individuais (a Bola de Ouro ficou com Diego Forlán, enquanto Thomas Müller faturou a Chuteira de Ouro), mas foram fundamentais na conquista.

- Estamos juntos há 50 dias e não tivemos nenhum problema. São todos jogadores de grande prestígio, de grande nível, que se comportaram como time. É um êxito de todos. Não podemos individualizar a conquista em Andrés (Iniesta), Xavi... Todos são campeões – afirmou Del Bosque.

A Fúria passou para a história também como a primeira campeã com derrota na estreia: 1 a 0 para a Suíça. A equipe até jogou bem, mas não conseguiu marcar. Depois, se recuperou e venceu todos os jogos até a final com a Laranja no Soccer City, domingo.

- Nosso grande acerto foi ter mantido tudo que vínhamos fazendo. Depois da derrota conversamos e vimos que não deveríamos mudar nada. Fizemos uma eliminatória impecável e não poderíamos achar que estava tudo errado depois de um resultado negativo – concluiu o técnico, lembrando que a Fúria teve 100% de aproveitamento no torneio classificatório para o Mundial.

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