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Desfalcado, Brasil pega o Quênia no 1º desafio rumo ao inédito título mundial

Desfalcado, Brasil pega o Quênia no 1º desafio rumo ao inédito título mundial

Atualizado: Quinta-feira, 28 Outubro de 2010 as 3:29

Quatro anos após ver o título bater na trave, o Brasil retorna ao Japão para buscar o inédito ouro no Campeonato Mundial. Desfalcada de duas de suas principais jogadoras, Mari e Paula Pequeno, a seleção conta com as estreantes Natália e Fernanda Garay para suprir as ausências dentro de quadra. A estreia será contra o Quênia, na madrugada desta sexta-feira, às 2h30m (de Brasília). A Rede Globo e o SporTV transmitem a partida ao vivo.

O caminho até Hamamatsu, sede da primeira fase do campeonato, não foi fácil. Após o Grand Prix, o técnico José Roberto Guimarães perdeu Mari, que sofreu uma ruptura do ligamento cruzado do joelho. Já Paula Pequeno lutou para se recuperar de uma lesão no tornozelo até o último dia, mas teve de ser cortada do grupo.

O Quênia, primeiro adversário, não inspira tanto medo, mas a ansiedade para iniciar a jornada na Arena de Hamamatsu já é grande. Afinal, é a primeira vez que a equipe verde e amarela chega ao Mundial como campeã olímpica. A conquista do único título inédito para o grupo é a meta da temporada.

O QUE ESTÁ EM JOGO

Brasil: Brasil: a seleção estreia no Mundial com o objetivo de somar o maior número de vitórias na primeira fase, já que todos os resultados servem como critério de desempate até a classificação às semifinais. Um placar por 3 sets a 0 deixaria o time no topo do Grupo B, o que aumentaria a confiança para seguir no caminho rumo ao título inédito.

Quênia: o time é novo, mas tem o objetivo de superar o resultado alcançado no último Mundial, quando ficou em 21° lugar. A meta é conseguir uma vaga na segunda fase para responder aos desejos dos torcedores africanos, que apostam na seleção. É a quinta vez consecutiva que Quênia disputará o Mundial, e nunca passou da etapa inicial.

ESCALAÇÕES

Brasil: Zé Roberto não deve mudar o time que começou jogando no último amistoso, contra o Japão. A única mudança que pode acontecer é Natália ser poupada, já que sentiu dores no ombro direito antes do treino de quinta-feira, e foi diagnosticada uma tendinite. O Brasil entra em quadra com Dani Lins, Sheilla, Jaqueline, Natália, Fabiana e Thaísa. Líbero: Fabi.

Quênia: Hidehiro Irisawa também não pretende mudar o time que somou uma vitória e uma derrota nos dois últimos amistosos, já no Japão, para um time local. Com isso, o sexteto africano deve ser Jane Wacu, Lydia Maiyo, Brackcides Agala, Diana Khisa, Jackline Barasa e Mercy Moim. Líbero: Mildred Odwako

FIQUE DE OLHO

Brasil: com as ausências de Mari e Paula Pequeno, Fabi assumiu a responsabilidade como a líder do grupo em quadra. Experiente, a líbero, que esteve no Mundial de 2006, já foi eleita a melhor do mundo na posição e sabe o que fazer para ajudar as novatas do time.

Quênia: Brackcides Agala é a capitã e uma das mais experiente no time. Assim que chegou a Hamamatsu, já avisou: seu objetivo é ser eleita a melhor bloqueadora do Mundial. Com um bom retrospecto em campeonatos africanos, a jogadora quer aumentar seu domínio em quadras estrangeiras.

O QUE ELES DISSERAM

José Roberto Guimarães (técnico do Brasil): "Perdemos jogadoras importantes, mas o time está bem, preparado para esse Mundial. Agora, é só jogar. Temos que respeitar o Quênia, mas a responsabilidade de ganhar é nossa."

Kioni Waithaka (gerente do time queniano): "Respeitamos o bom time do Brasil, mas sabemos que tudo é possível. Nós estamos preparados para elas"

NÚMEROS E CURIOSIDADES

* Brasil e Quênia se enfrentaram cinco vezes. Todas as partidas foram vencidas pelo Brasil por 3 sets a 0

* No último confronto, a seleção só permitiu que o adversário marcasse 37 pontos, vencendo até mesmo por 25 a 7 no segundo set

* O Brasil é o líder do ranking da Federação Internacional de Vôlei (Fivb); já o Quênia, o 35°

ÚLTIMO CONFRONTO

O Brasil não tomou conhecimento do Quênia na última vez que os times se enfrentaram. Na Copa do Mundo de 2007, a seleção venceu por 3 sets a 0, parciais de 25/16, 25/7 e 25/14. Na época, Natália ainda era reserva, mas entrou no jogo, para ganhar ritmo.

Por: Mariana Kneipp

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