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Diretoria vê 'cortina de fumaça' em iniciativa de Mustafá para gerir futebol

Diretoria vê 'cortina de fumaça' em iniciativa de Mustafá para gerir futebol

Atualizado: Quarta-feira, 8 Junho de 2011 as 10:33

Mustafá Contursi articula mudanças no futebol

(Foto: Diego Ribeiro / Globoesporte.com)

  A recente iniciativa do ex-presidente Mustafá Contursi em brigar pela criação de um comitê gestor para o futebol do Palmeiras não incomoda a atual diretoria. Para a cúpula palmeirense, a tentativa de descentralizar o poder no departamento é uma jogada para desviar o foco de outro assunto discutido entre conselheiros e sócios: a adoção das eleições diretas para a presidência. O grupo ligado a Mustafá não se mostra favorável à medida, que daria direito de voto a qualquer associado com as mensalidades em dia no Palmeiras.

Por isso, a atitude é vista como uma “cortina de fumaça” para acobertar a oposição de Mustafá à ideia. O ex-presidente, comandante do Palmeiras de 1993 a 2005, sugere a criação do comitê com três integrantes, que tomariam decisões em conjunto com o presidente Arnaldo Tirone e tirariam a palavra final de um homem só - hoje, o vice Roberto Frizzo.

Tal comitê seria eleito de forma indireta – os grupos interessados poderiam se candidatar para concorrer e seriam votados pelo Conselho Deliberativo. Mustafá vem buscando assinaturas suficientes para enviar um documento formal ao órgão e obter a votação em breve.

Para a proposta do comitê ser aceita, é preciso passar não só pelo Conselho, mas também pelos sócios. Só depois dessas aprovações é que uma mudança no estatuto poderia ser feita. Atualmente, tal estatuto só prevê a figura do diretor de futebol, cargo que hoje não tem dono. Tirone considera que Frizzo, sozinho, tem competência para comandar o departamento. Ele é auxiliado pelo gerente administrativo Sergio do Prado e pelo supervisor Galeano.

O vice-presidente prefere ficar longe da polêmica. Perguntado sobre o possível processo de “fritura”, Frizzo desconversou.

- Acho que não é pessoal. Prefiro seguir tranquilo, trabalhando – disse.

Enquanto isso, o projeto de instituição do voto direto segue parado. O documento possui assinaturas suficientes, mas ainda não tem previsão para ser votado no Conselho.        

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