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Disposição e correria não valem gol: Cruzeiro e América-MG ficam no 0

Disposição e correria não valem gol: Cruzeiro e América-MG ficam no 0

Atualizado: Segunda-feira, 19 Setembro de 2011 as 8:15

Cruzeiro e América-MG correram muito, mostraram disposição, mas ninguém conseguiu colocar a bola na rede de Fábio e Neneca. O empate por 0 a 0 foi um reflexo da pouca produção em campo e atrapalha a ambição das equipes no Campeonato Brasileiro. A Raposa permanece no 14º lugar, com 29 pontos, oito abaixo do G-5 e cinco acima do Z-4. Já o Coelho permanece pela 12ª rodada consecutiva na última posição, agora com 19 pontos. O público na Arena do Jacaré foi de 7.892 pagantes, com renda de R$ 128.905.

Montillo, com muita força e raça, foi o autor das melhores chances do Cruzeiro. No entanto, sem um bom ponto de referência dentro da área, criou boas jogadas em vão. Ele foi o único poupado pela torcida celeste, que, presente em maior número na arquibancada, vaiou o time e xingou o presidente Zezé Perrella. O conjunto do América-MG se mostrou consistente, mas a pontaria de André Dias não esteve calibrada como em outras partidas.

Na próxima quarta-feira, os dois times voltam a campo no mesmo horário, às 20h30m (de Brasília). A Raposa vai ao Paraná enfrentar o Coritiba no Couto Pereira. Já o Coelho recebe o Santos no Parque do Sabiá, em Uberlândia.

Equilíbrio em estilos diferentes

O vento frio na noite deste domingo e as campanhas ruins de Cruzeiro e América-MG poderiam ser o prenúncio de uma partida gelada em Sete Lagoas. Mas, dentro de campo, os jogadores estavam a fim de espantar a baixa temperatura com muita correria e disposição. E quem demonstrou mais disposição no início da partida foi o América-MG, que, bem armado no 3-5-2, avançava a marcação no campo de ataque e se aproveitava de descuidos na saída de bola do adversário. O veterano Irênio, aposta de Givanildo Oliveira para a partida, cadenciava bem o jogo.

O Cruzeiro demonstrava desatenção e apatia, mas só via a bola rondar o gol de Fábio em cruzamentos laterais e escanteios. As chegadas ao ataque se tornaram mais frequentes, principalmente com a dupla de gringos Montillo e Ortigoza - que infernizava o zagueiro Otávio. Bem marcado pelo volante Dudu, o camisa 10 celeste não desempenhava o mesmo papel de jogos anteriores. Com isso, coube a um pouco inspirado Roger criar as jogadas de ataque. A bola quase não chegava a Bobô, mais fixo dentro da área.

Como o ímpeto inicial não surtiu efeito, o América-MG resolveu apostar nos contragolpes. Num deles, aos 25 minutos, teve um gol anulado corretamente - por impedimento. Como homem surpresa, o zagueiro Otávio invadiu a área em velocidade e, num chute que se transformou em cruzamento, encontrou André Dias livre, mas em posição irregular.

Depois do susto, o Cruzeiro melhorou no jogo. Montillo passou a dar trabalho - e agora sem o carrapato Dudu, que sentiu uma lesão e deu lugar a Leandro Ferreira. Coincidência ou não, a melhor chance foi do jogo veio três minutos após a saída do volante. Montillo escapou pela direita, levantou a cabeça e rolou a bola para trás. Bobô, de frente para Neneca, concluiu muito mal, para fora. Foi o último lance de um primeiro tempo movimentado e equilibrado.     Charles e Gilson em disputa: jogo teve muita correria e pouca técnica (Foto: Pedro Vilela/Agência Estado)     Mudanças no segundo tempo

O gol perdido por Bobô lhe custou caro. Na volta do intervalo, ele deu lugar a Keirrison, que teria a missão de melhorar o poder ofensivo da equipe. Nos primeiros minutos, a alteração se mostrou pouco eficiente, já que o atacante saía da área para buscar o jogo, mas não mostrava qualidade.

O América-MG, por sua vez, voltou com a mesma disposição dos minutos iniciais do primeiro tempo e apertou o Cruzeiro em seu campo de defesa. Antes dos dez minutos, foi feita uma verdadeira blitz na área de Fábio, com a bola viajando da esquerda para a direita. O Coelho ficava mais tempo no ataque, mas não conseguia finalizar na meta rival.

Sem gols, os treinadores começaram a trabalhar com o que tinham no banco de reservas. Emerson Ávila fez a segunda alteração ao tirar o cansado Diego Renan para a entrada do jovem Gil Bahia. Como resposta, Givanildo sacou Irênio, que não mantinha o ritmo, para a entrada de Rodriguinho.

Logo depois, o Coelho teve ótima chance. Marcos Rocha fez jogada pela direita e cruzou. André Dias chegou com muita velocidade e, na dividida com Naldo, mandou para fora, por muito pouco. O lance fez o jogo ganhar em emoção, e Kempes perdeu uma chance para o Coelho, enquanto Neneca evitou gol certo de Charles.

Apesar da falta de qualidade, o jogo era muito corrido e disputado, já que a torcida do Cruzeiro, presente em maior número, exigia postura mais ofensiva. Os treinadores tentaram a última cartada. Ávila colocou em campo o jovem Éber no lugar de Ortigoza, que saiu balançando a cabeça, em sinal de desaprovação. O jogador entrou bem, mas quem levava perigo mesmo era Montillo, sempre com muita raça. No fim, a disposição e a correria não se transformaram e gol, e os dois times amargaram um péssimo empate - pior para o Coelho, que permanece na lanterna.                    

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