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Dona do garrafão, Gilmara festeja a boa fase: 'Finalmente voltei a ser eu mesma'

Dona do garrafão, Gilmara festeja a boa fase: 'Finalmente voltei a ser eu mesma'

Atualizado: Quarta-feira, 3 Fevereiro de 2010 as 12

Durante todo o Nacional feminino, Gilmara foi sinônimo de segurança no garrafão. Terceira maior cestinha (15,4 pontos por jogo), terceira maior reboteira (7,5) e segunda melhor em eficiência (17,6) no campeonato, a pivô de Catanduva foi eleita a melhor jogadora da competição. Para completar a festa, fez a cesta do título nos últimos segundos do jogo 3 contra Ourinhos. Em entrevista por telefone ao GLOBOESPORTE.COM, Gilmara fala sobre a boa fase e a expectativa pela próxima convocação da seleção brasileira.

GLOBOESPORTE: O que fez nestas duas semanas para comemorar o título?

GILMARA: Tivemos uma comemoração logo depois do título, em Catanduva. Fizemos uma carreata com trio elétrico e tudo, o pessoal acompanhou, foi bem legal. Nosso time teve um casamento muito legal com a torcida. Depois vim para a minha cidade, Piracicaba.

Para você, especificamente, foi um campeonato especial?

Eu até comentei com as minhas amigas que finalmente voltei ao normal. Fiz uma cirurgia no joelho, voltei em fevereiro passado, no Paulista, então ainda estava um pouco insegura, não estava no meu melhor, tive muitos altos e baixos. O Nacional foi o resultado de um trabalho muito intenso, consegui ter uma regularidade muito boa.

E agora você pensa na seleção?

Ah, a gente sempre pensa em seleção, é o sonho de toda atleta ter o trabalho reconhecido. Sempre fui para as seleções de base, mas, chegando ao adulto, eu sabia que ia ser mais difícil. Como sou uma pivô mais baixa que as outras, tenho que trabalhar dobrado. Com o título e o bom campeonato que eu fiz, tenho a expectativa. É claro que, se eu não for chamada, vou ficar triste, mas também não vou deixar de ser eu mesma, continuarei trabalhando. 

Como é trabalhar com o técnico Edson Ferreto no dia a dia?

Ele é um técnico que não tem meias palavras. Tem jogadora que não gosta, e tem jogadora que gosta. Eu não tenho problema nenhum com isso, funciono de qualquer jeito. Ele fala o que tiver que falar, xinga, briga, mas é sempre para o nosso bem. E o trabalho dele é sempre muito intenso. No nosso grupo, a diferença é que a gente consegue se divertir com isso. Ele é tão chato que a gente se diverte com a chatice (risos).

Muito se falou sobre o nível técnico do Nacional, com ataques muito precipitados, chutes de três a todo momento. E o seu jogo é o contrário disso, mais centrado no garrafão. O que você achou do nível do campeonato?

Acho que as principais equipes estão muito niveladas. Entre as jogadoras do adulto, não há muita diferença de nível, mas cada uma tem uma qualidade diferente. Eu sempre gostei de jogar ali embaixo da cesta, sempre tive bom aproveitamento, treinei bastante para isso. O problema é que o trabalho de base hoje não é como antes. A gente tinha uma base muito melhor, faltam jogadoras no juvenil se destacando como antigamente. Espero que melhore agora, com o trabalho que a Hortência está fazendo.

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