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Ebulição política tumultua bastidores do Fluminense

Ebulição política tumultua bastidores do Fluminense

Atualizado: Quinta-feira, 3 Março de 2011 as 10:37

O Fluminense é um clube à beira de um ataque de nervos. Em campo, o rendimento é bem abaixo do esperado. Eliminado precocemente na Taça Guanabara para o Boavista, o time vive situação delicada na Libertadores, competição na qual sequer venceu em três jogos. Fora de campo, porém, o estado é de ebulição. Nos bastidores, há uma queda de braço por mudanças no comando do futebol, e a troca de gestão após o título do Brasileirão ainda provoca ruídos.

No centro desta discussão está o vice-presidente de futebol Alcides Antunes. Mantido por Peter Siemsen no cargo a pedido do presidente do patrocinador, Celso Barros, e com o aval de Muricy Ramalho e grande parte do elenco, o dirigente não conta com qualquer simpatia do grupo político que elegeu o novo mandatário. Assim, as reuniões pedindo sua cabeça são constantes.

Nesta semana, porém, o clima ferveu. Enquanto a delegação se preparava para a partida contra o América do México, encontros e mais encontros foram realizados nos bastidores para discutir o assunto. Os pedidos de aliados pela demissão de Alcides Antunes, inclusive, inviabilizaram a ida de Peter Siemsen para a capital mexicana. O mandatário permaneceu no Rio de Janeiro para tratar do assunto e amenizar o clima de insatisfação. Internamente nas Laranjeiras, há até mesmo quem garanta a saída do cartola assim que a delegação chegar em solo carioca, o que não vai acontecer.

Simultaneamente às cobranças de seus adversários, Alcides Antunes acompanhava a equipe no México ao lado de seu principal aliado: Celso Barros. Tranquilo, o dirigente não demonstrava preocupação com a pressão por sua saída, apesar de saber que existe. Ao término da partida contra o América, até mesmo Muricy Ramalho saiu em sua defesa, apesar de demonstrar insatisfação com o vazamento do clima quente nos bastidores.

- É engraçado porque no ano passado não vazava nada. E neste ano está vazando mentira. Não concordamos. O ambiente permanece ótimo. Não tenho problema com ninguém. Nem com diretoria, nem com jogador. O Fluminense é bom de se trabalhar porque só tem uma pessoa que trabalha diretamente conosco, que é o Alcides. Ele ajudou muito e continua da mesma forma.

O treinador, por sinal, é o reflexo da dificuldade que o Fluminense tem encontrado para se acertar sob nova direção. Ao contrário de 2010, quando se mostrou mais tranquilo que de costume, Muricy tem demonstrado constante mau humor nas últimas semanas. O motivo? Além dos resultados não acontecerem dentro do esperado, o treinador não está satisfeito com a demora para que melhorias sejam realizadas na parte estrutural e, principalmente, com a forma como questões internas são conduzidas. Uma prova disso foi a crítica ao trabalho da assessoria de imprensa pelo vazamento de algumas informações.

- No ano passado isso não acontecia - disse.

À procura da batida perfeita, o Fluminense chega ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira. Não há tempo para erros. A Taça Rio, última chance de título do Carioca, já começa no próximo sábado, com a partida contra o Resende. Por isso, medidas drásticas não serão tomadas por enquanto. Cautela e diálogo são as palavras de ordem.    

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