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Ecclestone diz: "Não existe pânico e nem crise na Fórmula 1"

Ecclestone diz: "Não existe pânico e nem crise na Fórmula 1"

Atualizado: Terça-feira, 16 Março de 2010 as 12

Bernie Ecclestone, chefe comercial da Fórmula 1, acredita que não existe motivo para pânico, apesar das críticas por causa da corrida monótona no Bahrein. Na segunda-feira, Nick Fry, dirigente da Mercedes, liderou as reclamações de várias equipes por mudanças na categoria.

O chefão quer esperar o início da temporada europeia para tomar alguma atitude, se for preciso. O GP da Espanha, no dia 9 de maio, é a primeira prova após a fase asiática do campeonato.

- Não existe pânico e nem crise na Fórmula 1. Não podemos fazer no momento, e não devemos nos dobrar para as mudanças. Estamos envolvidos em quatro viagens longas, então vamos ver como as equipes se adaptam. Analisaremos isso após a corrida da China. A primeira corrida com o regulamento novo sempre será de aprendizado para todos. Agora, as equipes sabem que podem melhorar e teremos um pouco mais de ação - diz Ecclestone. 

Ecclestone desdenhou da ideia de Christian Horner, chefe da RBR. Para o dirigente, o ideal seria a introdução de dois pit stops obrigatórios.

- Alguns podem imaginar os motivos pelos quais as equipes têm a opção de dois tipos de pneus. Talvez, se dermos a eles apenas um composto, eles teriam de parar duas vezes, mas não tenho certeza de que os times aprovariam os dois pit stops obrigatórios que a RBR sugeriu.

O dirigente culpou a aerodinâmica pela falta de ultrapassagens. Segundo ele, as equipes não se interessam em mudar esta questão.

- É o mesmo problema dos últimos anos com a pressão aerodinâmica. Os carros não conseguem andar próximos uns dos outros para criar mais ultrapassagens. As equipes sabem disso, mas não farão nada, pois têm seus próprios interesses: vencer. Tive um encontro com elas e tentei explicar nosso negócio: correr e entreter o público. Não é como jogar contra computadores e ser rápido em uma volta.

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