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"El Loco" adota esquema ofensivo e Chile bate Honduras

"El Loco" adota esquema ofensivo e Chile bate Honduras

Atualizado: Quarta-feira, 16 Junho de 2010 as 10:30

Após 48 anos, o torcedor do Chile pode comemorar uma vitória em um jogo de Copa do Mundo. Na manhã desta quarta-feira, diante de uma fraca seleção de Honduras, ''La Roja'' jogou bonito, para frente, criou inúmeras oportunidades, pecou na finalização, mas ganhou por 1 a 0, com gol do ex-gremista Beausejour.

Em um Mundial repleto de partidas burocráticas e estratégias retranqueiras, o técnico argentino Marcelo Bielsa, apelidado de ''El Loco'', assumiu o risco e adotou uma formação ofensiva, com dois meias e dois atacantes, além de volantes e laterais constantemente no ataque. A presença de apenas um homem de frente no selecionado hondurenho facilitou a vida dos defensores chilenos.

Assim, a mais jovem equipe titular do país sul-americano em Copas entrou para a história. O Chile não ganhava uma partida de Mundial desde 1962, quando sediou o torneio e terminou em terceiro lugar, após superar a extinta Iugoslávia por 1 a 0 no seu último jogo.

Aos palmeirenses que acordaram cedo para acompanhar o ídolo Valdivia, ficou perceptível uma novidade. Acostumado a atuar no setor de armação, onde brilhou no futebol brasileiro em 2007 e 2008, o camisa 10 foi escalado no ataque, quase como um centroavante, por conta da ausência de Humberto Suazo, artilheiro da última eliminatória sul-americana.

O duelo começou em alta velocidade, com os sul-americanos mais presentes no ataque, como era de se presumir. Começou também faltoso. Nos 20 primeiros minutos, ocorreram 10 faltas, e a arbitragem distribuiu dois cartões amarelos.

A ousadia chilena surtiu efeito aos 34min. Em uma rápida troca de passes, o lateral Isla subiu para o apoio, recebeu pela direita e cruzou rasteiro. Beausejour dividiu com o beque hondurenho na pequena área, e a bola entrou.

Na etapa final, o cenário do confronto não sofreu modificações. Os chilenos mantiveram a posse de bola no ataque, enquanto os hondurenhos se trancaram na defesa. A primeira substituição do selecionado da América Central deixou claro a mentalidade do técnico Reinaldo Rueda. Mesmo atrás no placar, ele trocou seis por meia dúzia: sacou o centrovante Pavon para a entrada de outro atacante, Georgie Welcome

A superioridade do time de Bielsa só não resultou em uma vantagem maior, ou até mesmo em uma goleada, por causa da falta de pontaria no arremate final e das boas defesas do goleiro Noel Valladares, o melhor atleta de Honduras em campo. Os números comprovam: 15 finalizações contra 6.

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