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Em "Big Brother", Slater busca brechas de tranquilidade

Em "Big Brother", Slater busca brechas de tranquilidade

Atualizado: Segunda-feira, 3 Maio de 2010 as 9:38

Aos 38 anos, Kelly Slater não acredita mais quando lhe pedem para tirar uma foto ou responder uma pergunta. O surfista número 1 do mundo sabe que nada para por aí. E, em um ano em que pode conquistar o décimo título mundial e, quem sabe, se aposentar, o assédio aumenta. Beira o insuportável. Ao lado das sempre presentes câmeras, uma em especial o acompanha de perto. Se for campeão na ''prova dos dez'' - em 2010, dez títulos e o lendário prêmio de US$ 10 milhões (quase R$ 18 milhões) prometido por seu patrocinador -, o americano terá sua trajetória transformada em filme, assim como em 2005, quando foi hepta.

''As pessoas sempre falam que é só uma pergunta, só uma foto. Mas nunca é - explica ele, tentando ser simpático''.

Slater vive em constante clima de Big Brother. E, em suas passagens pelo Brasil, a situação é sempre levada ao extremo. Tenta, como pode, fugir dos holofotes. Quando não está na água, procura os cantos para não ser prontamente reconhecido pelos fãs. Às vezes, usa boné ou mesmo o capuz do casaco para esconder a careca e, talvez, ser confundido no meio dos outros 44 atletas que tentam impedi-lo de ser campeão. Pouco adianta.

Mas o maior surfista do mundo sabe que, vez ou outra, é preciso sacrificar a privacidade. Durante a etapa brasileira do Circuito Mundial, em Imbituba, Santa Catarina, ele deixou a área de atletas e foi duas vezes até o público para dar autógrafos. Numa delas, levou sua prancha reserva para que os fãs assinassem nela seus nomes. A câmera, operada por um dos funcionários da empresa que o patrocina, estava ali, gravando tudo.

Depois de perder a final para o brasileiro Jadson André e ver, finalmente, as atenções irem para outra direção, Slater enfim pôde relaxar um pouco e assistiu ao concurso que elegeria a musa do campeonato. Foi a hora de ele tirar sua câmera do bolso. Queria registrar as mais belas.

Do lado de fora da grade, um fã adolescente gritava sem parar. Pedia alguma lembrança, qualquer uma que fosse.

''Amigo, não. Não vou te dar meu boné, minha blusa, nada. Desista'', disse, rindo e fazendo o fã também rir.

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