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Em Clássico típico de Gaúchão Juventude derrota o Grêmio

Em Clássico típico de Gaúchão Juventude derrota o Grêmio

Atualizado: Segunda-feira, 30 Janeiro de 2012 as 9:44

O estereótipo pelo qual é conhecido o Campeonato Gaúcho tem na "pegada" o ingrediente principal. E ela se fez presente no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, na tarde deste domingo. Em clássico de muitas faltas, cartões amarelos e vermelhos, o Juventude derrotou o Grêmio por 2 a 1, pela terceira rodada da Taça Piratini - o primeiro turno do Gauchão 2012. Zulu, de pênalti, e Athos, em cobrança de falta, fizeram os gols dos anfitriões; também de pênalti, no fim, Kleber Gladiador marcou para o Tricolor.

Agora o Juventude soma sete pontos no Grupo 1; o Grêmio permanece com apenas três, na chave 2. Pela quarta rodada, o Alviverde enfrenta o Veranópolis na quarta-feira, às 22h (de Brasília), fora de casa. No dia seguinte, às 19h30m, o Grêmio recebe o São Luiz de Ijuí no Olímpico.

Pauleira
Durante a semana, jogadores e técnico do Grêmio reclamaram da postura dos árbitros e dos adversários nos dois jogos anteriores, contra Lajeadense e Canoas. Segundo Marcelo Moreno, Kleber Gladiador e Caio Júnior, muitas faltas foram cometidas, e sem punição à altura. Moreno chegou a dizer que era "pauleira", conforme Douglas Costa havia lhe alertado na Ucrânia.


Pois o clima típico de Gauchão repetiu-se no Alfredo Jaconi. Mas nos dois lados do campo. No 3-5-2, o Grêmio não conseguiu se organizar ofensivamente, cedendo contra-ataques e obrigando os zagueiros e volantes a fazer muitas faltas. Em uma delas, dentro da área, Saimon cometeu pênalti bem cobrado por Zulu: gol do Juventude, aos 32.


No total foram distribuídos quatro cartões amarelos. Houve discussões, trocas de empurrões e carrinhos à exaustão. Mas o confronto físico beneficiou o Juventude, que teve em Zulu uma boa referência ofensiva. Ele e Athos obrigaram Victor a boas defesas, tornando justo o resultado parcial.


Cartões
Seguiu intenso o segundo tempo. Até demais. As faltas continuaram, as discussões também. E o Juventude manteve o predomínio herdado da etapa inicial. Em poucos minutos houve uma avalanche de ocorrências. Victor fez duas defesas espetaculares. Saimon foi agredido na área do Grêmio, e Bruno Salvador recebeu cartão vermelho. Mas os gremistas nem puderam comemorar. Na sequência, aos 14, Athos cobrou falta, e Grolli cabeceou contra: 2 a 0 - na súmula, o juiz deu gol para o meia do Juventude.
Dois minutos depois, entretanto, a vantagem numérica do Grêmio ruiu. Anderson Daronco, árbitro da partida, expulsou Gabriel em lance normal, alegando agressão do jogador gremista, que abria os braços para proteger a bola. Festa nas arquibancadas do Jaconi.
Daí em diante, apesar das trocas realizadas pelo treinador Caio Júnior, o Grêmio não conseguiu reagir. À base de cruzamentos sucessivos, o gol saiu aos 45, com Kleber cobrando pênalti sofrido por Marcelo Moreno. Porém, tarde demais. E o Grêmio voltou derrotado a Porto Alegre.

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