MENU

Em clima de tango argentino, Inter enfrenta o Banfield

Em clima de tango argentino, Inter enfrenta o Banfield

Atualizado: Quarta-feira, 28 Abril de 2010 as 12

A dor e a melancolia, essências de um bom tango argentino, abraçam o Inter para o jogo contra o Banfield, às 21h50m desta quarta-feira, na cidade de Lomas de Zamora, vizinha a Buenos Aires. Talvez os melhores compositores “porteños” jamais tenham percebido, mas a facada de uma derrota em Gre-Nal, o amargor de ver a festa do maior rival, as dúvidas internas que o jogo causa, tudo isso formaria um tango. O negócio é deixar a decepção de lado e fazer samba - ou um típico rock gaúcho. Se vencer esta noite, no estádio Florencio Sola, o Inter minimiza os efeitos do clássico e encaminha classificação às quartas de final da Libertadores da América.

O Colorado vai a campo mordido. 'Tem que doer muito', disse Guiñazu, o capitão do time, logo depois do Gre-Nal. E doeu - mais na torcida do que no elenco, mas doeu. Agora, a competição é outra. É vez de encarar a dureza de uma partida de pressão, com a torcida adversária fungando no pescoço, para superar as desconfianças brotadas da derrota de domingo. O duelo de volta com o Banfield é na quinta-feira da semana que vem, no Beira-Rio.

Pressão e mudanças

O Inter está consciente de que vai sofrer para vencer o Banfield. O estádio é acanhado, com as arquibancadas coladas ao campo. O ambiente será de caldeirão fervendo. A expectativa é de que 35 mil pessoas estejam presentes para apoiar o time argentino. O goleiro Pato Abbondanzieri deu a dimensão do problema ao afirmar que a pressão é maior do que na Bombonera.

- É mais como o campo do Boca do que como o campo do River, mas muito mais, porque é menor, a torcida fica mais perto. A Bombonera está bonita para jogar, como no River. No Banfield, tem um bom piso, e a torcida joga muito - disse o goleiro.

O time colorado irá a campo mais retraído. Fossati optou por retomar o sistema de três zagueiros. Com isso, é preciso que saia alguém do setor ofensivo. E o escolhido, muito provavelmente, será o centroavante Alecsandro, de má atuação no Gre-Nal. Walter será o responsável pelos gols, respaldado por Andrezinho e D’Alessandro na criação, mais os alas Nei e Kleber, liberados para atacar.

O treinador pede calma ao Inter. Ele quer que o relógio corra a favor dos visitantes na casa do Banfield.

- O que temos que pensar é que não são só 90 minutos. São 180. Não adianta querer dar ritmo forte quando o adversário tem o freio de mão (puxado). Mas, aqui, podemos cadenciar o jogo, levá-lo no seu ritmo. Temos que estar inteligentes para distribuir o ritmo - disse o técnico.

O Inter respeita o Banfield, especialmente o meia Rodríguez, canhoto habilidoso, muito elogiado por D'Alessandro. O clube argentino vive momento de empolgação diante da possibilidade de ir longe na Libertadores um ano depois de conquistar seu primeiro campeonato nacional.

Por: Alexandre Alliati

veja também