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Em Lisboa, brasileiros e portugueses vão assistir ao jogo juntos

Em Lisboa, brasileiros e portugueses vão assistir ao jogo juntos

Atualizado: Sexta-feira, 25 Junho de 2010 as 8:22

A portuguesa Margarida Gonçalves e a brasileira Luciana Lima trabalham juntas e vão ver o jogo lado a lado

(Foto: Vitor Sorano Pereira/G1)   Faltavam ainda 7 horas para o apito inicial, mas lisboetas - brasileiros, portugueses e de outras nacionalidades - já levavam as cores de seus países hoje pela manhã na capital de Portugal. O jogo é às 15h do horário local (11h do Brasil), mas a preparação começou logo cedo.

Antes das nove da manhã, Julio Peixoto, funcionário da Santa Casa de Lisboa, carregava tantos adereços que podia ser facilmente confundido com um vendedor: três cachecóis, duas vuvuzelas, a camiseta, um relógio e uma bandeira de cinco metros, tudo em vermelho e verde - as cores de Portugal. "Sempre saio de casa assim em dia de jogo e não fico sem assistir a uma partida. Faço um intervalo no trabalho", diz ele, apostando em uma vitória por um a zero sobre o Brasil.

Prédios em Lisboa estampam as duas bandeiras

(Foto: Vitor Sorano Pereira/G1)   "O carro já está com combustível (para sair buzinando em caso de vitória portuguesa)", diz o taxista Rogério Santos, de 37 anos, que aposta no mesmo placar. "Se possível, com golo do Cristiano Ronaldo." O jogo ele assistirá em casa mas a festa, se houver, será pelas ruas.

As bandeiras dos dois países já decoravam janelas, carros e estabelecimentos comerciais. Nas roupas, se a camisola da selecção portuguesa não estava tão presente quanto a do Brasil, o vermelho e o verde eram cores usadas em uma proporção bem maior que nos outros dias. A aposentada Elvira Almeida Lameira Igreja, de 75 anos, saiu cedo de casa vestida de saia verde-limão e camisa bordô e avisava que não se tratava de coicidência. "Eu amo Portugal, torço por eles em todos os jogos vestida assim", diz.

Os brasileiros Uleibmar de Souza e Cleyton

Belchal (Foto: Vitor Sorano Pereira/G1)   A brasileira Luciana Lima, de 32 anos, e a portuguesa Margarida Gonçalves, 22 anos estão somando torcida para os dois times e só sabem uma coisa: vai haver festa não importa o placar. "Hoje eu fico feliz com qualquer placar, mas se fosse final eu torceria mesmo pelo Brasil", diz Luciana, que garante que não ficaria triste Portugal ganhasse o mundial. "Ruim seria se a Argentina ganhasse." Morando em Lisboa há cinco anos, ela incorporou o ditado repetido pelo pai de que onde se ganha o pão, também se dá a mão. A amiga portuguesa se rendeu aos encantos dos brasileiros e resolveu torcer também. "Gosto dos brasileiros, conheço muitos e por isso torço pelos dois. Ainda quero conhecer o Brasil." As duas foram paramentadas para o trabalho.

O português Rogério Santos já está no clima

(Foto: Vitor Sorano Pereira/G1)   O caminhoneiro paranaense Cleyton Belchal, de 29 anos, também já vestia camisa da seleção enquanto descarregava o caminhão e já tinha decidido em qual tasca - como se chamam os bares em Portugal - iria assistir ao jogo. "Vai ser 5 a 0, com um do Robinho e outro do Luizão, de cabeça." O colega de trabalho e torcida, o goiano Uleibmar José Cipriano de Souza, de 36 anos, tinha a mesma previsão.

Para a balconista Marlene Costa Santana, de 36 anos, a comemoração, se vier uma vitória brasileira, terá que aguardar. "Entro no trabalho às 17h. Vou perder o finalzinho", mas o marido já está orientado a gravar o jogo - inteiro. "Chego em casa e assisto ele todo de novo", diz..

O austríaco Johannes Osterreicher, de 25 anos, estudante de química, foi para a aula com um "Força Portugal" estampado no peito. "Moro aqui há um ano, por isso vou apoiá-los", diz. "Acho que será empate com 'golos'. O Brasil sempre faz 'golos'", palpita.

Brasileiros e portugueses vão ver o jogo lado a lado

(Foto: Vitor Sorano Pereira/G1)  

Esquentando

Nos locais onde haverá transmissão ao vivo por meio de telões, a movimentação ainda era pouca. É o caso do Campo Pequeno, na avenida da Liberdade, onde houve comemoração da vitória dos portugueses frente à Coreia do Norte na última segunda-feira.

No Largo do Rossio, os bares ainda estavam fechados. Na Praça da Figueira, onde uma arquibancada foi montada por um canal de televisão, porém, alguns torcedores já acompanhavam os eventos pré-jogo, como a apresentação de uma banda de percussão.

Pelas entrevistas publicadas na imprensa local, a seleção portuguesa está confiante.     Vitor Sorano Especial para o G1, em Lisboa

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