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Em nova crise no Palmeiras, Marcos assume papel de agregador

Em nova crise no Palmeiras, Marcos assume papel de agregador

Atualizado: Sexta-feira, 14 Outubro de 2011 as 10:26

Ídolo da torcida e respeitado por diretoria, jogadores e comissão técnica do Palmeiras, o goleiro Marcos é a maior esperança de manutenção da unidade no elenco. O caso de briga com torcedores envolvendo o volante João Vitor e a iminente saída de Kleber deixaram o ambiente pesado, e é o “Santo” quem mais age para tentar devolver a paz ao cotidiano alviverde. Entre quarta e quinta-feira, ele tomou atitudes que agradaram a todos os envolvidos nas polêmicas do Palmeiras.

Poupado dos últimos quatro jogos por conta de dores no joelho esquerdo, Marcos tem agido muito mais fora de campo do que dentro dele. O “Santo” quer voltar a campo neste domingo, contra o Fluminense, pois quer ajudar o time no momento difícil. No entanto, só vai para o jogo se estiver 100% e passar pela criteriosa avaliação do preparador de goleiros Carlos Pracidelli.

Postura de Marcos é esperança de dias melhores no Palmeiras (Foto: Luis Moura / Agência Estado)

  Logo que soube da briga de João Vitor, Marcos entrou em contato com o Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo, e procurou saber que procedimento poderia tomar para ajudar o companheiro. Uma conversa entre o jogador e o presidente do sindicato, Rinaldo Martorelli, ficou pré-marcada. A atitude pegou bem no elenco, que viu o principal ídolo mostrando preocupação com um atleta reserva e pouco badalado.

- O Marcos é um cara fundamental no grupo, é muito respeitado. A preocupação que ele teve com o João Vitor foi legal de ver. Mostra que estamos fechados e temos o principal jogador ao nosso lado na hora difícil – elogiou um jogador do elenco.   Ainda na terça-feira, dia do incidente com João Vitor, o goleiro tomou uma atitude que agradou ao técnico Luiz Felipe Scolari. Logo que o atacante Kleber se rebelou e não quis se concentrar o elenco, Marcos tomou a frente do caso e argumentou que seria melhor os jogadores viajarem no mesmo dia para o Rio de Janeiro, onde o Verdão enfrentou o Flamengo na quarta-feira. Mesmo sendo voto vencido (os jogadores dormiram em suas casas e só viajaram no dia seguinte), Marcos teve a opinião considerada pelos companheiros.

- O Marcos é um jogador que todos ouvem, normal que a opinião dele pese mais. Acredito que seja a única esperança de união nesse momento de tantos problemas – disse um conselheiro próximo ao vice-presidente Roberto Frizzo.

A notícia de que Kleber não jogaria mais sob o comando de Felipão deixou alguns jogadores assustados, achando que o técnico poderia iniciar uma “caça às bruxas”. No entanto, foi Marcos quem tranquilizou os mais jovens e ajudou a manter a concentração do grupo para o jogo contra o Flamengo. O resultado foi visto em campo: mesmo saindo atrás no placar, o Verdão buscou o empate por 1 a 1 e mostrou brios.          

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