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Em Paulista, garotos vão atrás da bola sonhando com glória de Rivaldo

Em Paulista, garotos vão atrás da bola sonhando com glória de Rivaldo

Atualizado: Quarta-feira, 30 Março de 2011 as 1:43

Terça-feira, 14h30m. O campo onde Rivaldo deu seus primeiros shows em campeonatos da cidade de Paulista vira ponto de encontro para dezenas de moleques que sonham com uma trajetória de vida igual a do pentacampeão. Através do futebol, ele conseguiu driblar a pobreza para se tornar o melhor jogador do mundo em 1999. A escolinha é de Nildo Soldado, de 40 anos, um dos principais amigos do craque. Dentro de campo, quem garimpa os talentos é Claudio Ponei, que foi treinador do meia na época do Paulistano.   E, diferentemente de outros lugares do mundo, que pecam pela falta de renovação, o futebol brasileiro se destaca pela qualidade e pela quantidade de atletas revelados. Somente do campo do Rivaldão, em Paulista, foram selecionados oito garotos em 2010, que já estão no Mogi Mirim. Até o mês que vem, serão mais cinco enviados para o Interior paulista.

- Nesse time que está treinando hoje tenho cinco que vão viajar. Todos têm bola para vencer na carreira se tiverem a oportunidade na hora certa. Um deles eu até chamo de Rivaldo porque me impressiona a semelhança dele com o início de carreira do Rivaldo. Eles têm o mesmo biótipo, carregam a bola do mesmo jeito – afirmou Claudio Ponei, que aproveita o tempo como aposentado para fazer o que mais gosta da vida.

Dois dos novos eleitos de Paulista conversaram com a reportagem do Globoesporte.com. E, apesar da pouca idade, estão prontos para deixar pais, avós, amigos de escola, todos para trás em busca do grande sonho de suas vidas.

- Todo mundo aqui só quer uma chance para poder ser um novo Rivaldo. Eu tenho muita força de vontade e sei que, se fizer as coisas certas, posso ter uma oportunidade. Meu pai fala que ele ralou muito quando criança, ia a pé de Paulista para Recife para jogar no Santa. Não tem jeito, no início tem que penar mesmo, mas estou disposto a fazer qualquer sacrifício – afirmou o garoto José Serrão, de 15 anos.    

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