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Empate classifica Coreia do Sul para pegar o Uruguai

Empate classifica Coreia do Sul para pegar o Uruguai

Atualizado: Terça-feira, 22 Junho de 2010 as 7:28

Primeiro Nigéria na frente, depois empate da Coreia do Sul, em seguida virada asiática, por fim nova igualdade. Em jogo de idas e vindas, de esperanças e temores, de sonhos e decepções, os asiáticos levaram a melhor ao ficar no 2 a 2 com os africanos nesta terça-feira, no estádio Moses Mabhida, em Durban. O resultado foi suficiente para colocar os orientais nas oitavas de final da Copa do Mundo, contra o Uruguai, já que a Argentina venceu a Grécia por 2 a 0 no outro jogo do Grupo B. A Nigéria, com apenas um ponto em nove disputados, está fora do Mundial.

É a primeira vez que a Coreia do Sul passa de fase fora de casa. Antes, tinha conseguido ir às semifinais em 2002, quando sediou o Mundial junto com o Japão. O zagueiro Lee Jung-Soo, ainda no primeiro tempo, e o atacante Park Chu-Young, na etapa final, fizeram os gols da vitória. Uche e Ayegbeni marcaram para a Nigéria.

Lee Jung-Soo (14) festeja o primeiro gol da Coreia do Sul contra a Nigéria no empate em 2 a 2 em Durban

(Foto: Agência Reuters)   Os orientais, segundos colocados no Grupo B, voltam a campo no próximo sábado, às 11h, para o duelo com o Uruguai. O jogo será em Porto Elizabeth.

Coreia corta asas das Super Águias: 1 a 1 no primeiro tempo

As Super Águias voaram alto e colocaram a classificação embaixo das asas, devidamente protegida, aos 12 minutos do primeiro tempo em Durban. Uma seleção desacreditada, ela própria desconfiada de seu potencial, ganhou um empurrão de esperança quando o lateral-direito Odiah partiu com tudo para o ataque e mandou a bola na área para Uche, meia de criação brincando de ser atacante, completar para o gol. A Nigéria pulava cedo na frente, com tempo para consolidar o resultado e torcer por vitória argentina sobre a Grécia.

Tudo na teoria. Dentro de campo, a verdade é que os africanos tiveram fibra, tiveram gana, tiveram poder de indignação (um pouco talvez pelas ameças de morte a Kaita, expulso no jogo anterior), mas também tiveram aquela desorganização tão típica do futebol no continente. A Coreia do Sul saiu atrás por um desses caprichos do mais caprichoso dos esportes. Os asiáticos sempre mostraram maior solidez, mesmo com brilho técnico inferior ao dos africanos, especialmente de Kanu, paradão, mas capaz de convocar a bola para se aproximar dele com raro poder de persuasão.

Park Chu-young festeja o gol que deu à Coreia do Sul

a vaga nas oitavas de final (Foto: Agência Reuters)   A Nigéria teve o destino em suas mãos. Depois de ver a Coreia do Sul desperdiçar ótima oportunidade logo no início da partida, com Lee Chung-Yong, a seleção africana fez o gol e ainda mandou uma pancada no poste, de novo com Uche. Foi um lance emblemático, como se ali estivesse escrito que os orientais empatariam o jogo.

E empataram. O chute na trave foi aos 35 minutos; o gol, aos 38. Em uma falta lateral, a defesa sempre atrapalhada da Nigéria comeu mosca. Ki Sung-Yueng mandou na perna direita do zagueiro Lee Jung-Soo, que tirou o bom goleiro Enyeama da parada. A igualdade classificava a Coreia do Sul, já que a Grécia, no mesmo período, seguia no 0 a 0 com a Argentina.

Mais um para cada lado: vaga é coreana

Durou a brevidade de três minutos o fio de esperança dos nigerianos. Na largada do segundo tempo, a Coreia do Sul fez mais um, virou o jogo e deixou no ar todos os sinais de que a vaga seria dela. Park Chu-Young, em uma cobrança de falta que parecia não oferecer grande perigo, mandou direto para o gol. O goleiro Enyeama deu um passo na direção contrária ao traçado do chute. Foi um erro fatal. O balanço da rede fez os sul-coreanos, barulhentos o tempo todo no Moses Mabhida, entrarem em euforia.

Perdido por dois, perdido por mil. A Nigéria, ao levar o segundo gol, resolveu correr todos os riscos que uma situação de desespero exige em uma Copa do Mundo. As Super Águias foram para o ataque com todas as forças. De bicada em bicada, encurralaram a Coreia. Ayegbeni, com 20 minutos, perdeu um dos gols mais feitos da história dos Mundiais. Ayila cruzou para o atacante, de frente para a meta, a centímetros da linha, absolutamente sozinho, completar para fora. Incrível.

Após perder um gol incrível, Ayegbeni Yakubu se

redime marcando de pênalti (Foto: Agência Reuters)   É por causa desse lance que fica impossível calcular o que passou pela cabeça do mesmo Ayegbeni três minutos depois, quando um estádio inteiro, um país inteiro, parou para vê-lo bater o pênalti cometido, com toda a infantilidade do mundo, por Kim Nam-Il, que perdeu uma bola que era dele dentro da área. Errar aquela cobrança representaria o inferno para Ayegbeni. Ele foi e bateu. E fez.

Com o empate no placar, o jogo ficou absolutamente aberto. Aos 34 minutos, Obasi roubou uma bola na entrada da área coreana e rolou para Martins, que tocou por cima do goleiro. Apenas novamente por um capricho, a bola saiu à direita da trave. Aos 44 e 45 minutos, Obinna deu dois chutes de fora da área e, em ambos, a bola passou raspando a trave. Eram as duas últimas chances perdidas antes do apito final e do fim do sonho das Super Águias.  

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