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Entre crescimento e necessidades, NBB lança terceira edição com festa

Entre crescimento e necessidades, NBB lança terceira edição com festa

Atualizado: Sexta-feira, 29 Outubro de 2010 as 8:43

Em sua terceira edição, o Novo Basquete Brasil aponta para o seu crescimento. O caminho, no entanto, não é dos mais fáceis. Nesta quinta-feira, no clube Pinheiros, em São Paulo, foi lançada a nova temporada do campeonato, que começa nesta sexta, reunindo técnicos, jogadores e dirigentes, embora com alguns desfalques, como os times de Franca e Flamengo, envolvidos em outras disputas. Em pauta, o fortalecimento das principais equipes, com alguns reforços de nomes, mas também a dificuldade em atrair novos patrocinadores. Ao mesmo tempo que comemora o crescimento da competição, o NBB vê dificuldades para acelerar o próprio ritmo.

O presidente da Liga Nacional de Basquete, Kouros Monadjemi, confirma as dificuldades, mas acredita que, com a maior visibilidade do campeonato, o NBB vai conseguir novos patrocinadores, além dos três atuais (Eletrobras, Caixa e Penalty). Segundo o dirigente, duas empresas já estariam interessadas.

- A Liga é empenhada em conseguir receita. Quero reunir verbas para melhorar o produto. Com isso, posso exigir melhores condições de ginásios, equipes. No final deste ano, vamos traçar um planejamento estratégico para os próximos cinco anos, já pensando em 2016. Temos que definir o planejamento. O Brasil ainda não conhece o basquete. Mas a melhoria técnica é evidente. Hoje não sei quem vai ser campeão.

As equipes, no entanto, se reforçaram. Os principais clubes trouxeram nomes importantes e mantiveram a base. Após um ano fora, jogando na Itália, e de volta ao Pinheiros, Marquinhos acredita no crescimento do NBB.

- Não tem como apontar um campeão agora. No ano passado, já foi um campeonato forte. Esse ano, acho que são pelo menos oito brigando pelo título. O campeonato está crescendo. Temos time para buscar o título.

Um dos principais nomes do atual campeão Brasília, Guilherme Giovannoni também ressalta o equilíbrio do campeonato.

- As outras equipes estão mais fortes. Todos se reforçaram bem, como Franca, São José, Pinheiros... todos trouxeram nomes importantes. Acho que o basquete brasileiro pode crescer ainda mais. A Liga e a CBB devem continuar trabalhando juntos. O campeonato tem mostrado melhoras a cada ano.

Para o técnico Alberto Bial, do Joinville, o campeonato será mais prazeroso de ser jogado devido ao crescimento das equipes.

- Vai ser um campeonato mais iluminado. São 15 equipes de altíssimo nível Isso faz a competição mais bonita e equilibrada. É o caminho do sucesso. Temos que sempre almejar mais – afirmou o técnico.

O sistema de disputa será o mesmo da última temporada, em turno e returno. São 15 equipes, com 12 se classificando para os playoffs, em melhor de cinco partidas. O campeonato, a princípio, teria 16 participantes, mas Londrina, com problemas financeiros, ficou fora.

A ideia de Monadjemi é que o campeonato tenha 18 equipes. Assim, as duas melhores da Copa do Brasil - espécie de segunda divisão - teriam vaga para a próxima edição da disputa, mas ainda passariam por avaliação para saber se têm condições de jogar o NBB. Quando se atingir o número máximo de times, a competição passará a ter rebaixamento.

Campeonato sub-20 nos planos

Monadjemi também falou sobre o campeonato sub-20 que a Liga planeja realizar. A ideia era que a disputa tivesse início na mesma data que o NBB, mas falta de recursos e burocracia atrasaram a competição. Ainda não há, porém, uma previsão concreta.

Os 15 clubes terão de montar um time para o campeonato ou apadrinhar alguma equipe já formada. A expectativa do presidente da LNB é que atrair mais jovens para o esporte.

- Vamos preparar isso de forma profissional, não vai ter "vamos lá". A ideia é tentar começar em março, mas talvez fique para a outra edição. Os clubes só vão precisar montar o time. Nós estamos com um projeto de incentivo fiscal e, quando atrairmos interessados, vamos bancar todo o projeto.

Por: João Gabriel Rodrigues

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