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Entrevista: Renato Galvão, campeão brasileiro de surf profissional

Entrevista: Renato Galvão, campeão brasileiro de surf profissional

Atualizado: Quarta-feira, 5 Novembro de 2008 as 12

O ubatubense e campeão brasileiro de surf profissional, Renato Galvão, faz um balanço do ano que está prestes a terminar. Ele conta como foi importante a estrutura oferecida pela South to South para correr o WQS de 2008, lamenta a contusão do tornozelo - ainda no começo do ano durante um freesurfer em Noronha - e fala das expectativas sobre a temporada e a perna havaiana do Tour de Qualificação. Apesar de não ter mais chances para ingressar no WCT do ano que vem, Galvão garante presença e determinação nos eventos de Sunset e de Haleiwa, onde acredita ser o começo de uma nova safra de conquistas.

Comente sobre a temporada de 2008: desempenho, resultados, dificuldades...

Vinha de uma seqüência muito boa de resultados e conquistas em 2007. Havia acabado de fechar com a South o contrato para correr o WQS 2008. Estava me programando para começar o ano em um ritmo forte no WQS e no SuperSurf quando, em uma sessão de  surf  em Noronha,  torci  meu  pé  direito e  fui obrigado a ficar dois meses sem surfar. Foram dois meses sem competições e sem treinamento.

Isso, sem duvida, me atrapalhou muito. Acabei perdendo um pouco da pegada e não tive tempo de testar minhas pranchas novas, nem de me preparar antes das competições. Conseqüentemente acabei não obtendo bons resultados no WQS e no SuperSurf no inicio do ano, o que atrapalhou toda a temporada.

No WQS comecei o ano com "seeding 150" - entrava em fases um pouco mais avançadas das competições - atualmente estou 66º. Venho a cada evento subindo uns degraus e espero, se Deus quiser, melhorar ainda mais minha colocação no Hawaii. Isso sem duvida será muito importante para mim em 2009.

E o SuperSurf? Depois da vitória em Itamambuca você se tornou recordista profissional com o maior número de etapas vencidas

No SuperSurf foi assim também, acabei não indo bem nas primeiras etapas, estava surfando bem, mas não estava conseguindo manter o ritmo durante a bateria. Pegava uma onda legal e acabava não conseguindo uma segunda. Ubatuba foi o evento chave para mim. Fui campeão em casa e entrei na briga pelo titulo brasileiro.

Na última etapa, no Rio de Janeiro, surfei bem as primeiras baterias e acabei perdendo em uma, por não conseguir achar ondas com potencial. Esperei mais de 15 minutos, mas ela não veio. Fiquei em 9º e terminei em 8º no ranking final.

O fator positivo foi que depois da última vitória em Ubatuba, me tornei o recordista em número de conquistas no SuperSurf: Torres (RS) 2003, Cupe (PE) 2004, Saquarema (RJ) 2004, Barra da Tijuca (RJ) 2007 e Ubatuba (SP) 2008.

A parceria com a South, ajudou muito? Sem ela, seria impossível correr as etapas do WQS fora do Brasil e você já passou por isso, certo? Comente sobre essa "estrutura de patrocínio" e quais foram as conseqüências da falta dela?

Sem duvida! Para mim foi uma benção e eu só tenho que agradecer a Jesus e a família South to South (Mauricio, João, Binho, Daniel e meu amigo Lucinei Mallas).

Pessoas que me ajudaram muito e me deram a oportunidade de mostrar meu trabalho, representando a marca mais surf do Brasil. Isso foi um grande estímulo para mim e fico amarradão quando subo no podium e levanto a bandeira South to South. Sempre ressaltando que sem esse tipo de apoio, ficaria inviável correr as etapas do WQS fora do país e sofri isso na pele o ano passado.

Vai para o Hawaii? Quais suas expectativas? Pretende correr as etapas do WQS mesmo sem chance de classificação para o WCT?

São dois campeonatos muito importantes para mim - WQS de Sunset e de Haleiwa - não no sentido de brigar por uma vaga, mas sim de melhorar no ranking e buscar um resultado no Hawaii que é um lugar de ondas incríveis.

Estou feliz em voltar a competir lá, já passei varias baterias com caras de peso nas duas praias e espero que os bons resultados venham e que sirvam de incentivo, para que em 2009, possa ser minha melhor temporada no surf profissional.

Qual o foco central para o próximo ano? Vai correr mais etapas e dar um gás maior no WQS? Vai continuar correndo o Super Surf?

Estou determinado e esperançoso. Se Deus quiser, vou começar o ano com bons resultados no WQS e ir com tudo atrás da tão sonhada vaga no WCT. Mas não vou deixar o SuperSurf de lado. Vou correr todas as etapas e brigar por mais um título nacional.

Entrar no WCT não uma tarefa fácil.....

Nada é fácil nessa vida! Entrar para o WCT também não, mas estou disposto a lutar e fazer o que for possível para realizar este sonho. Determinação não vai faltar.

Preparação física, tática e psicológica são atualmente imprescindíveis para surfistas profissionais atingirem a "alta performance". Como você está se preparando?

Já estou me programando para a próxima temporada. Nos últimos dois anos fiquei sem treinador e sei da importância desse trabalho. Por isso irei recomeçar o trabalho com o Carlinhos, meu técnico. Quero preparar meu quiver. Pretendo encomendar várias pranchas e separar as melhores para começar o ano centrado nas competições e estou planejando com meus amigos, Saulo e Diego, de fazer uma trip em janeiro para algum lugar com ondas perfeitas, colocar a prancha no pé e ficar no rip.

Para visitar o site da South to South e conhecer a marca e suas novidades, basta acessar: www.southtosouth.com.br

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