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Envolvidos em escândalo, astros da seleção mexicana negam convocação

Envolvidos em escândalo, astros da seleção mexicana negam convocação

Atualizado: Terça-feira, 28 Setembro de 2010 as 4:20

O zagueiro Rafael Márquez, do New York RB, lidera um movimento de 13 jogadores da seleção mexicana que exigiram em carta não ser convocados até que haja mudanças na conduta de seus diretores.

Na carta, divulgada nesta terça-feira pela imprensa mexicana, os jogadores asseguram que passaram a receber tratamento grosseiro desde a chegada de Nestor de la Torre ao cargo de diretor das seleções nacionais e se manifestam contra o dirigente.

Assinam a carta, que lamenta o tratamento dispensado à seleção por participar de uma festa em 8 de setembro passado, o goleiro Ochoa, os defensores Rafael Márquez, Rodríguez, Salcido, Moreno e Juárez, os meias Guardado, Torrado e Barreira e os atacantes Vela, Hernández, Esqueda e Giovanni Dos Santos.

No dia citado, integrantes da equipe organizaram uma festa após a vitória do México no amistoso contra a Colômbia, supostamente com a presença de prostitutas e um travesti. Como punição, 11 jogadores foram multados e Vela e Juárez acabaram suspensos da seleção por seis meses.

"É impossível que de la Torre não se desse conta do evento, que cabe fazer menção e ressaltar, realizamos depois de terminada a concentração", diz o documento, que pergunta onde estava o chefe das seleções nacionais nessa noite.

Os atletas lamentaram que a imprensa esteja tão inteirada das particularidades da seleção, aproveitando para criticar a indefinição quanto ao novo treinador e a longa concentração a que os jogadores foram submetidos antes da Copa do Mundo da África do Sul.

A carta foi escrita em 22 de setembro, horas depois da divulgação das sanções, mas os autores do documento não o assinaram porque, segundo explicaram, estão baseados em diferentes partes do mundo e não queriam que o mesmo chegasse à imprensa.

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