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Erika Miranda fora dos Jogos de Pequim

Erika Miranda fora dos Jogos de Pequim

Atualizado: Quarta-feira, 6 Agosto de 2008 as 12

Erika Miranda fora dos Jogos de Pequim

Meio-leve sofreu lesão no joelho direito e deverá ser operada

 

O sonho olímpico de Erika Miranda durou pouco. Logo ao chegar à Vila Olímpica de Pequim, a meio-leve foi submetida a uma ressonância magnética que acusou uma lesão combinada dos ligamentos cruzado anterior e colateral medial do joelho direito. A atleta machucou-se no último treino, em 22 de julho, um dia antes do embarque para aclimatação no Japão. A brasiliense Erika, do Minas Tênis Clube, continuará integrada à delegação brasileira nas Olimpíadas e fará tratamento de fisioterapia na Vila até sua volta para o Brasil.

"É uma lesão séria, com necessidade de cirurgia para recuperação plena. Ela deve voltar a treinar entre quatro e seis meses. Nas próximas três semanas ela ainda fará fisioterapia e será reavaliada", explicou o médico da Confederação Brasileira de Judô, que acompanha a equipe em Pequim, Wagner Castropil, especialista em diagnósticos de joelho no Instituto Vita/SP.

O coordenador técnico da CBJ, Ney Wilson, lamentou o corte da judoca, que disputaria sua primeira Olimpíada. A decisão foi tomada em conjunto com o Comitê Olímpico Brasileiro, em reunião com o chefe da Missão Brasileira em Pequim, Marcus Vinícius Freire, e o médico chefe do COB, Dr. João Grangeiro. A luta de Erika seria no dia 10/8.

"A Erika foi a primeira judoca do Brasil a se classificar para Pequim, já que foi prata no Pan e quinta no Mundial. Para nós, da comissão técnica, é um sofrimento grande dar essa notícia. Mas tomamos a decisão para preservar a integridade física dela e não prejudicar a continuidade de sua carreira", disse Ney Wilson, acrescentando que não haverá substituta para a categoria já que a reserva de Erika, Andressa Fernandes, está no Brasil.

Erika recebeu a notícia por volta das 23 horas de Pequim. Chorando muito, a meio-leve fez questão de informar as companheiras de equipe do acontecido imediatamente.

"A reação dela foi muito bonita de se preocupar com as outras cinco. Eu disse às outras meninas que tudo o que Erika queria era uma chance de entrar no tatame e lutar em Pequim e ela não vai ter. Então que todas aproveitem essa chance que terão e dêem o máximo", comentou também emocionada a técnica Rosicléia Campos. "Se estamos passando por mais essa dificuldade é por algum motivo. Vamos superar a tristeza. Eu continuo acreditando muito num belo resultado do judô feminino do Brasil", completou.

Erika receberia a visita da mãe, Lucia, e do irmão, Iuri, em Pequim. A pedido da atleta, eles não embarcaram para a capital chinesa.

"É uma pena o sonho acabar assim. Participar das Olimpíadas é um resumo de toda a minha vida até aqui. Mas sei que terei uma segunda Olimpíada para participar", conformou-se a judoca de 22 anos.

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