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Especial Copa América: Imperador 'perfeito' faz gol decisivo de 2004

Especial Copa América: Imperador 'perfeito' faz gol decisivo de 2004

Atualizado: Sexta-feira, 1 Julho de 2011 as 9:18

Sem alguns de seus principais craques, a Seleção Brasileira entrou na Copa América de 2004 com peso de favoritismo menor do que o usual. A edição disputada no Peru via o time de Parreira sem pentacampeões como Dida, Cafu, Roberto Carlos, Kaká e Ronaldinho Gaúcho, poupados pelo desgaste das temporadas européias. Assim, coube a Adriano ratificar seu apelido de Imperador e decidir. O atacante fez um gol milagroso na decisão contra os tradicionais rivais e relembra esse e outros fatos nesta quarta reportagem da série "Conquistas da América" , que o SporTV News exibe.

A época física, técnica e psicológica, segundo o próprio Imperador, foi seu auge.

- Naquele momento eu era o Adriano perfeito, bem fisicamente, bem de cabeça. Foram os dois, três anos mais importantes da minha carreira - afirmou.   A competição não foi nada fácil para o Brasil. Desde o começo, houve dificuldade para o mostrar o melhor futebol. Nas semifinais, o duelo com o Uruguai, vencido nos pênaltis, foi de deixar os cabelos em pé. Tanto que o Imperador admite que temeu pela eliminação.

- Contra o Uruguai, fiquei com mais medo do que contra Argentina, pensei que realmente fôssemos perder o jogo. Eles estavam muito bem. Tínhamos poucas oportunidades - disse.

Final épica com grupo 'caseiro'

A confiança da equipe cresceu e, na final contra a Argentina, teve de superar a pouca experiência de alguns, além da catimba dos rivais, que, quando à frente do marcador, provocaram os brasileiros ao segurar a bola.

- Era tranquilidade, atencão, não perder a cabeça, já que eles gostam de cutucar, provocar os jogadores. Não podíamos cair na provocação deles. Só que ficamos meio nervosos. Quando eles fizeram o segundo gol, estavam brincando. Tentamos não perder a cabeça. E fomos para o tudo ou nada. Diego botou a bola na área, ela veio para mim e consegui o chute - recorda-se, em referência ao 2 a 2 que também levou o jogo para os pênaltis.

Hoje em recuperação física por conta de uma cirugia no tendão de Aquiles, Adriano ainda não entrou em campo pelo Corinthians, nessa que pode ser outra virada na carreira. Aos 29 anos, apesar dos grandes momentos vividos na Itália e no Flamengo, não tem dúvidas ao cravar que aquela partida é um marco em sua trajetória.

- Ali foi o início de tudo, aquele gol contra argentina marcou minha história na Selecão. Foi o maior (gol) que já fiz. Apesar de não termos tido Ronaldinho Gaúcho, Kaká... não desmerecendo o grupo, mas os experientes não foram. Só que o Parreira convocou jogadores a nível. Realmente era um grupo, queríamos nos ajudar. Acho que isso foi o principal para conseguirmos a vitória - declarou.            

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