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Estremecida com o Corinthians, prefeitura põe Palmeiras no Pacaembu

Estremecida com o Corinthians, prefeitura põe Palmeiras no Pacaembu

Atualizado: Quarta-feira, 10 Fevereiro de 2010 as 12

O Corinthians treinará até o fim desta semana na cidade de Barueri e já sinalizou que deve realizar algumas partidas na arena localizada na cidade. Com isso, o clube de maior torcida no estado deixará de ter o Pacaembu como sua casa exclusiva, diminuindo a arrecadação do local. Como resposta, a prefeitura trabalha para aumentar a participação do Santos e também diz ter acordos para abrigar partidas do Palmeiras no Paulo Machado de Carvalho.

Segundo o secretário de Esportes, Lazer e Recreação de São Paulo, Walter Feldman, a utilização do Pacaembu pelos rivais do Corinthians deve "incomodar" o clube alvinegro.

"O Palmeiras já entrou em contato para utilizar o Pacaembu enquanto o Parque Antarctica estiver em reformas. O Santos já entendeu que é mais rentável jogar lá do que na Vila Belmiro. O presidente da Portuguesa quer dar mais conforto ao seu torcedor. Tudo isso pode gerar ao Corinthians uma sensação de perda da exclusividade, e o futebol é rivalidade", explicou Feldman, que revelou o fim dos planos de cessão do estádio ao clube alvinegro.

"Não existe mais a ideia de ceder o Pacaembu ao Corinthians, já que eles não querem fazer uma gestão do estádio. O objetivo agora é fecharmos uma parceria para o estádio ter a marca do clube, que investiria certa quantia na modernização e, em contrapartida, poderia utilizá-lo em todas as partidas", disse o secretário.

Os problemas entre Corinthians e a prefeitura em torno do Pacaembu surgiram após a falta de pagamento, por parte do clube, do aluguel do local. O débito chegou a cerca de R$ 500 mil e, segundo o secretário de Esportes, já foi quitado.

Porém, mesmo com a relação estremecida entre as duas partes, a prefeitura admite fazer um estudo para tornar o Pacaembu mais barato para o Corinthians e, com isso, voltar a ser a casa exclusiva do clube.

"Existe um decreto que prevê uma cobrança do aluguel de 12% a 15% do valor da renda. Estamos realizando um estudo para avaliar o mercado e ver se isso pode ser reduzido. Se chegarmos à conclusão de que é possível, vamos levar para o prefeito essa ideia", completou Feldman.

Por: Thales Calipo

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