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Ex-Flu e Boca, Luiz Alberto ressalta: 'Na Bombonera é diferente'

Ex-Flu e Boca, Luiz Alberto ressalta: 'Na Bombonera é diferente'

Atualizado: Quarta-feira, 14 Dezembro de 2011 as 12:41

Contratado pelo Boavista para a disputa do próximo Carioca, o zagueiro Luiz Alberto já analisa os duelos entre Fluminense e Boca Juniors, adversários no Grupo 4 da próxima Libertadores. Figura importante no triunfo tricolor na semifinal da edição de 2008, quando os cariocas empataram por 2 a 2, na Argentina, e venceram por 3 a 1, no Rio, ele acredita em maiores dificuldades nos próximos compromissos. Motivo? A temida Bombonera.

Ex-Boca e Flu, Luiz Alberto opina sobre o duelo da próxima Libertadores (Foto: Arte / Globoesporte.com) - A gente teve uma grande vantagem naquele ano: jogamos no estádio do Racing (Juan Domingo Perón, conhecido como El Cilindro, em Avellaneda). Na Bombonera, é diferente. Joguei na Bombonera com a camisa do Boca e é difícil vencê-los lá, ainda mais em competição internacional. O estádio lota, a torcida é fanática e o time deles está bem montadinho, melhorando muito. Vai ser um bom duelo - prevê o defensor, que já vestiu as camisas de Flu e Boca. Na Libertadores de 2008, Riquelme era apontado como grande craque do Boca e acabou ofuscado pelos Thiagos, Silva e Neves, além do atacante Dodô. Questionado se o camisa 10 do adversário tricolor, hoje aos 33 anos, ainda é uma ameaça, Luiz não titubeou.

- Aquele ali é craque, indiscutível. A bola caiu no pé do cara? Aí ele faz o que quer. O Zico até hoje (nos jogos festivos) faz o que quer com a bola e bota todos na cara do gol. O Riquelme, muito mais jovem do que o Zico, é o cara com a bola nos pés. Ele decide. Creio que isso acontece até hoje, os caras só jogam em função dele - explicou.

Com uma boa passagem pelo Flu, incluindo título da Copa do Brasil, mais de cem jogos e um vice da Libertadores, Luiz Alberto fez apenas sete partidas pelo Boca, em 2010. Perguntado sobre o que o impediu de atuar mais por um dos clubes mais tradicionais do mundo, atribuiu a diversos problemas enfrentados na época.

- Não me arrependo de nada, foi legal vestir a camisa do Boca na Bombonera, uma ótima experiência, jogar um Superclássico (apelidado dado ao duelo entre Boca e River). O clube vivia um momento difícil, crises com Palermo, Riquelme, presidentes... O ambiente não estava bom e pedi para sair - encerrou o defensor do Boavista.

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