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Exame aponta inflamação, mas só biópsia dirá se Marlon joga Mundial

Exame aponta inflamação, mas só biópsia dirá se Marlon joga Mundial

Atualizado: Segunda-feira, 27 Setembro de 2010 as 4:07

Exames realizados no levantador Marlon, nesta segunda-feira, na cidade de Modena, apontaram uma inflamação no reto e em parte do intestino. Mas o jogador da seleção brasileira só saberá da gravidade do seu problema em dois ou três dias, quando sairá o resultado de uma biópsia. Caso seja diagnosticada a doença de Crohn, ele estará fora do Mundial da Itália.

O levantador, porém, ainda tem chances de participar da competição. Se ele não tiver com a doença de Crohn, é provável que possa entrar em quadra na terceira fase da disputa, a partir do dia 4 de outubro.

- Ainda existe a possibilidade dele perder o Mundial. Mas mesmo que tenha uma melhora clínica, ainda tem a recuperação física. Ele deve perder a segunda fase. A esperança é que ele volte na terceira - disse Álvaro Chamecki, médico da seleção.

Embora ainda debilitado, Marlon já está se sentindo mais bem disposto. No início da semana passada, ele teve um problema fisiológico e ficou quase dois dias sem conseguir comer.

- É um momento especial poder estar aqui e mostrar que eu estou bem. No momento não estou nem a 60% da minha saúde, mas os exames de hoje me deixaram muito tranquilo. Tenho recebido muito carinho aqui dos amigos de Verona, então essa energia, esse carinho, me deixam melhor - disse Marlon ao SporTV.

Mesmo sendo constatado que o problema de saúde de Marlon não é tão grave, ele terá dificuldades para recuperar os cinco quilos perdidos na última semana.

- Recuperar isso eu não vou conseguir tão rapidamente. Se eu estiver com energia para treinar e fazer as ações, tudo bem, mas primeiro tenho que melhorar a saúde. A cabeça está excelente. Com meu espírito, tento contribuir o máximo com os meus amigos.

A doença de Crohn é classificada como doença inflamatória do intestino e tem como sintomas mais comuns dor abdominal, diarreia, perda de peso e febre. Não há cura para essa doença, mas na maioria dos casos é possível viver normalmente, com redução dos sintomas.

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