MENU

Família pobre realiza sonho jogando com Guga no centro de Florianópolis

Família pobre realiza sonho jogando com Guga no centro de Florianópolis

Atualizado: Quarta-feira, 25 Agosto de 2010 as 9:45

Ana Paula passa em frente à Catedral Metropolitana acompanhada por dois filhos. A mãe vestia uma blusa surrada, e o menor ia sentado em um velho carrinho de bebê com estofado gasto e espuma à mostra. O trio para, observa pessoas jogando tênis no calçadão e logo depois segue seu caminho. Minutos depois, Ana Paula conduzia de volta o carrinho e seu bebê, que abria o berreiro.

- Guga, olha como ele está. Ele quer jogar com você!

O tricampeão de Roland Garros interrompe o jogo e chama a criança para dentro da ilha de minitênis montada no local. Iago, de 3 anos, solta um grito, escorre as lágrimas e ganha um colete que vai dos ombros até suas canelas. Auxiliado por um professor, sorriso tatuado no rosto, rebate bolas lançadas por Gustavo Kuerten. O irmão Alison, de 12 anos, também ganha a chance de falar com o ídolo.Ana Paula passa em frente à Catedral Metropolitana acompanhada por dois filhos. A mãe vestia uma blusa surrada, e o menor ia sentado em um velho carrinho de bebê com estofado gasto e espuma à mostra. O trio para, observa pessoas jogando tênis no calçadão e logo depois segue seu caminho. Minutos depois, Ana Paula conduzia de volta o carrinho e seu bebê, que abria o berreiro. - Guga, olha como ele está. Ele quer jogar com você!

O tricampeão de Roland Garros interrompe o jogo e chama a criança para dentro da ilha de minitênis montada no local. Iago, de 3 anos, solta um grito, escorre as lágrimas e ganha um colete que vai dos ombros até suas canelas. Auxiliado por um professor, sorriso tatuado no rosto, rebate bolas lançadas por Gustavo Kuerten. O irmão Alison, de 12 anos, também ganha a chance de falar com o ídolo.

Iago realizou um sonho, fez a alegria de Guga e das pessoas que cercavam a pequena quadra improvisada, mas pouco depois a nuvem de felicidade foi-se com o vento sul. A família deixou o tênis para trás e retomou seu caminho, pedindo esmolas pelo centro de Florianópolis. Desempregada, Ana Paula precisa conseguir o sustento para a família. Ela topa descansar para conceder a entrevista e conta que não conhecia Gustavo Kuerten até pouco tempo atrás, muito depois do tricampeonato em Roland Garros. Natural de Santos, a mãe de quatro filhos nunca viu o tenista na TV e teve seu primeiro contato com o catarinense há quatro anos, depois que se mudou para Florianópolis para fugir da violência da cidade paulista.

- Vim de lá porque está muito perigoso. É muita criminalidade. Os traficantes dali não deixam a gente dar educação para os filhos. São eles que educam, não são os pais. E conheci o Guga na Lagoa (da Conceição), aqui. Foi de repente. Nós estávamos tomando conta de carros. e ele estacionou lá. Ouvi todo mundo falar "Guga, Guga, Guga" e depois vi um folheto. Aí eu vi quem era o Guga. Não sabia quem era ele - explicou. Hoje, a o ex-número 1 do mundo é bem conhecido da família, que mora na região pobre da Servidão da Felicidade. Ana Paula diz que até já viu o tenista na TV: "passou ele uma vez falando do Ganrrô Garros. Mostrou a casa dele e tudo", lembra, embolando o nome torneio francês. O pequeno Iago até já ganhou uma raquete de brinquedo e, com ela, dá raquetadas em tudo que vê. Quando acerta um objeto, qualquer que seja, cita o nome do ídolo brasileiro.

- Tem que esconder a raquete, porque senão ele pega as bolinhas de gude e bate. Aí diz que é o Guga e arrebenta tudo. Esse mês tive que comprar uma lâmpada que quebrou. Esse moleque tem 3 anos e nenhum dos meus filhos faz o que ele faz - diz a mãe, orgulhosa.

À noite, na festa do prêmio IGK, do Instituto Guga Kuerten, Guga comentou a presença dos dois meninos na ilha de tênis em frente à Catedral Metropolitana.

- Foi bacana. Você via que eram meninos inteligentes, com potencial. Se eles tiverem a oportunidade de desenvolver isso, podem fazer muita coisa.

veja também