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Felipão planeja encerrar a carreira de técnico após a Copa de 2014

Felipão planeja encerrar a carreira de técnico após a Copa de 2014

Atualizado: Quarta-feira, 3 Novembro de 2010 as 10:30

A carreira do técnico do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari, de 62 anos, está perto do fim. No que depender do planejamento traçado por Felipão, ela termina em 2014, na Copa do Mundo que será realizada no Brasil. Campeão Mundial com a Seleção em 2002 e da Libertadores com o Verdão em 1999 e Grêmio em 1995, entre outros títulos, ele concedeu entrevista ao site da Fifa e contou seus planos.

- Olha, meu contrato com o Palmeiras vai até 2012. Depois disso, acho que posso ainda trabalhar com uma seleção nas eliminatórias e, então, ir para a Copa de 2014 e terminar minha carreira como técnico lá, num Mundial dentro do meu país. A Copa é diferente de tudo: o envolvimento com as outras equipes, o contato com os técnicos, a amizade que se cria desde os seminários e congressos... É muito bonito. Independentemente de trabalhar em mais uma Copa, em 2014 vou ter 65 anos e vou encerrar minha carreira dentro de campo. Vou estar envolvido com futebol – talvez como supervisor, gerente geral - mas não quero estar no dia a dia, de uma forma tão envolvente como hoje - disse Felipão, que chegou a ter seu nome ventilado na Seleção após a demissão de Dunga.

O treinador aproveitou para falar também do Palmeiras. Segundo Felipão, o time começa a ganhar a sua cara, mas ainda faltam alguns detalhes. Entre eles, um atleta que caia pelas pontas e ataque em velocidade.

- No Palmeiras nós não temos, por exemplo, um ponta veloz, alguém para quem possamos lançar uma bola de 50 metros na corrida. Por isso, temos que trabalhar muito a bola. Essa é uma das coisas que me falta hoje: um atleta para jogar nos flancos, com a velocidade para desafogar a jogada e ainda ter a possibilidade de criar algo. Em Portugal eu tinha isso com Cristiano Ronaldo, Simão, Nani... Está apertado? Joga a bola nele para abrir espaço. Hoje, as equipes voltam quase sempre com oito ou nove atrás da linha da bola. Então, trabalhando a bola, só na base da qualidade técnica, é sempre difícil criar chances.

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