MENU

Felipão reprova vandalismo e diz que pedradas quase acertaram Marcos

Felipão reprova vandalismo e diz que pedradas quase acertaram Marcos

Atualizado: Quinta-feira, 12 Maio de 2011 as 1:46

Se dentro do Pacaembu o comportamento da torcida do Palmeiras rendeu muitos elogios na vitória por 2 a 0 sobre o Coritiba, nesta quarta-feira, o sentimento não é o mesmo com quem ficou do lado de fora. Chateado com protestos e o ato de vandalismo que quebrou duas janelas do ônibus do time no trajeto para o estádio, Felipe Scolari avisou que nenhum tipo de pressão extra vai fazê-lo mudar suas convicções. E mais: revelou que as pedras atiradas contra o veículo quase acertaram o ídolo máximo da torcida, o goleiro Marcos. A revolta começou depois da goleada por 6 a 0 sofrida diante do Coxa, na quinta-feira passada.

- É triste tudo isso. Esse tijolo, ou pedra, sei lá, passou perto da cabeça do Marcos e poderia tê-lo atingido. É uma aberração de um torcedor, um fanático, um maluco... Acha que fazendo isso, vai mudar alguma coisa. Só tenho a lamentar, e esperar que as pessoas tenham um pouquinho mais de sensibilidade e carinho pelos outros, e aceitem erros. Não aceitamos erros todo dia? Às vezes algumas coisas acontecem erradas, é humano - desabafou Felipão.

  Na saída do gramado, Marcos confirmou que foi atingido, mas levou tudo em tom de brincadeira. Depois do susto, o camisa 12 quer se esquecer do incidente e dormir tranquilo depois da vitória que, se não classificou o Palmeiras para a semifinal da Copa do Brasil, ao menos devolveu parte da tranquilidade ao time.

- Agora meu sonho vai ser tranquilo, o dessa noite foi péssimo, parecia que o boi estava indo para o abate. E imagine em quem pegou a primeira pedrada no ônibus? Nas minhas costas - revelou o goleiro.

O recado de Felipão também foi para setores da torcida que organizaram uma campanha de "público zero" no Pacaembu. Sem organizadas, foi possível ver muitas famílias e crianças no estádio, público que normalmente é minoria. No fim das contas, mais de 6.500 pagantes assistiram à vitória palmeirense, número bem maior do que o esperado pelo próprio clube. Sem defender o fim das organizadas, o técnico pediu uma mudança de comportamento.

- Acho que todas as torcidas devem estar presentes, mas que participe, vibre e incentive, que tenha cânticos e marchinhas direcionados ao próprio clube. Aqui, o que você vê é só aquele "Ei, fulano, vai tomar no c..." para a outra torcida. Acho totalmente absurdo. O Brasil é pródigo em criatividade, e poderiam usá-la no sentido comercial, criando músicas de incentivo. Não podem achar que com pressão, pedradas, vão influenciar alguma coisa no meu trabalho e no do presidente - avisou o comandante alviverde.

Fora da Copa do Brasil, o Palmeiras terá pouco mais de uma semana só de treinos antes da estreia no Campeonato Brasileiro. O time volta a campo no dia 22 de maio, contra o Botafogo, em São José do Rio Preto.

Torcida fez protesto na porta do Pacaembu: Felipão pede paz (Foto: Diego Ribeiro / GLOBOESPORTE.COM)        

veja também