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Fernandão desabafa e dispara contra o presidente do Goiás

Fernandão desabafa e dispara contra o presidente do Goiás

Atualizado: Quinta-feira, 29 Abril de 2010 as 3:31

Depois do silêncio, Fernandão mostrou a artilharia. Após a confirmação do presidente do Goiás, Syd de Oliveira Reis, terça-feira, de que o atacante quer deixar o clube, o jogador falou pela primeira vez em entrevista coletiva. A principal razão para a insatisfação do camisa 9 é a saída de Edmo Mendonça Pinheiro do cargo de assessor especial da presidência, no dia 20. Edmo foi o responsável pela contratação do craque.

Nessa quarta-feira, Fernandão disparou críticas ao presidente esmeraldino por ter discutido sua saída publicamente, falou da crise política no clube e de seu rendimento. São Paulo e Internacional já mostraram interesse em contar com o atacante.

- Aquela cadeira do presidente parece uma bebida energética. Dá asas para todo mundo - ironizou.

Fernandão não joga o Brasileirão pelo Goiás. Ele encerrará sua passagem pelo clube depois de disputar, desde agosto, 35 jogos e marcar 12 gols.

Confira os principais trechos da entrevista:

Decisão

"No sábado, fui procurar o presidente. Todo mundo sabe que sou muito amigo do Edminho (Edmo Mendonça Pinheiro). Sempre tive um respeito muito grande pelo Hailé (Pinheiro, presidente do Conselho Deliberativo). Com a saída do Marcão (Marcos Figueiredo, ex-diretor de futebol), do Edminho, pelo meu caráter, fui conversar com ele (Syd) para ver minha situação. Fiquei chateado quando me ligaram perguntando se eu confirmava que teria me reunido com o presidente pedindo a rescisão de contrato. Não foi assim. Quem me trouxe para cá foi o Edminho e ele saiu do clube. O seu Hailé, por mais que seja presidente do Conselho, queira ou não, está afastado em relação às decisões que o presidente está tomando. Queria ver o melhor para o clube e para mim."

Vazamento

"O vazamento dessa informação é mais um ponto que faz com que eu mantenha minha decisão. O Goiás é um time grande, que cresceu bastante, mas alguns problemas continuam acontecendo. Eu ter ido conversar com o presidente era uma questão interna."

Leão

"Minha conversa foi no sábado, eu não sabia quem era o treinador ainda. Daqui a pouco vão começar a falar que é por conta do Leão. Pelo contrário, acho o Leão um grande treinador. Acho que vai fazer muito bem para o Goiás. Mas é uma decisão que eu já tinha tomado."

Testa de ferro

"Cheguei ao Goiás num momento muito difícil, de briga com a imprensa. No ano passado, a televisão não podia vir aqui, uma rádio não podia vir, não podia falar com certo tipo de pessoa. Isso tudo trouxe um clima muito carregado para o Goiás. Entrei dentro desse contexto. Fui até certo ponto testa de ferro de tudo."

Jogar como meia

"Acho que errei quando cheguei. Fiz 15, 18 dias de treinamento e me coloquei à disposição para jogar numa função complicada (meia), em que você tem de estar muito bem fisicamente. Acabei me queimando."

Problema político

"O Goiás entrou num problema político muito sério. Espero que isso não possa atrapalhar dentro de campo. Influencia bastante dentro de campo. Eu não vou ficar no meio dessa briga, servindo de testa de ferro nem para um nem para outro."

Assuntos internos

"Foi uma falta de ética com o Harlei (no episódio do Cuca). Em momento nenhum ele vetou a vinda do Cuca para cá. Ele foi lá e tratou internamente isso, como eu fui tratar internamente a minha situação. Agora, todo mundo gosta de colocar tudo a público aqui, vamos fazer um debate, convocar torcida, colocar todo mundo no meio do campo. A gente poderia tratar de assuntos internamente. Mas é complicado. Aquela cadeira do presidente ali parece uma bebida energética aí, dá asas para todo mundo."

Conversa com Leão

"Fui muito sincero com ele e ele comigo, como dois homens têm de ser quando um olha no olho do outro. Ele falou que contava comigo. Mantive minha posição."

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