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Fernandão e Ceni decidem triunfo do São Paulo no clássico

Fernandão e Ceni decidem triunfo do São Paulo no clássico

Atualizado: Quinta-feira, 27 Maio de 2010 as 7:14

Na missão de marcar história no São Paulo como fez com a camisa do Internacional, Fernandão alcançou mais um estágio importante: marcou em um clássico. Na noite desta quarta-feira, o atacante não teve uma atuação exuberante - aliás, como a maioria em campo -, mas fez o que a torcida mais gosta, o gol do triunfo de 1 a 0 sobre o Palmeiras, no estádio do Morumbi.

Além de Fernandão, Rogério Ceni teve uma participação decisiva na conquista de três pontos para o São Paulo no Campeonato Brasileiro. O camisa 1 defendeu um pênalti cobrado por Ewerthon no fim e levou os torcedores da casa ao delírio.

A vitória ainda acaba com um tabu são-paulino em 2010. A equipe comandada por Ricardo Gomes acumulava derrotas em todos os clássicos disputados na temporada. O treinador tricolor terá, com certeza, um motivo a menos para se irritar com os críticos. Já o Palmeiras segue com uma incômoda escrita. Desde 2002, o Verdão não consegue superar seu rival no estádio do Morumbi.

O resultado desta quarta-feira deixa os vizinhos de Centro de Treinamento na Barra Funda com a mesma campanha na competição. São Paulo e Palmeiras somam sete pontos, com cinco gols marcados e três sofridos - estão em sexto lugar.

Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, os dois times disputam confrontos contra rivais paulistas. No sábado, já sem o Palestra Itália, o Palmeiras manda a sua partida contra o Grêmio Prudente, às 18h30, na Arena Barueri. No dia seguinte, o São Paulo desafia o Guarani, às 16 horas, no Brinco de Ouro, em Campinas.

O Jogo

O gramado pesado por conta da chuva sugeria a tentativa de chutes de longe. No primeiro lance do clássico, o são-paulino Richarlyson tentou aproveitar essa vantagem e mandou uma bomba da intermediária para assustar o goleiro palmeirense Marcos.

A postura ofensiva prometida pelo Verdão era mais praticada pelo Tricolor nos instantes iniciais, apesar do toque de bola lento dos dois lados. Aberto pela direita, Marlos tentava aproveitar as costas do jovem Gabriel Silva. O lado esquerdo sobrou, portanto, ao veloz Dagoberto, que, aos oito minutos, recebeu passe de Hernanes, cortou para o meio e obrigou Marcos a grande intervenção.

No momento em que saía para o ataque, o Palmeiras insistia nas jogadas pelo meio e abusava nos erros de passe. Ainda por cima, o Alviverde tinha dificuldades em conter as investidas do rival pelos lados do campo. Marcos foi novamente importante aos 18 minutos para desviar a cabeçada de Fernandão.

O Palmeiras ameaçou melhorar no momento em que os garotos armaram uma boa jogada pela esquerda. Aos 27 minutos, Gabriel Silva recebeu de Vinícius e arrematou firme para a defesa de Rogério Ceni. Só que, pouco depois, o Verdão perdeu uma peça importante de criação. Machucado, Cleiton Xavier foi estranhamente substituído pelo volante Souza (o meia Ivo estava no banco).

Neste momento, o São Paulo já não apresentava o mesmo ritmo de antes. Para esfriar ainda mais o clássico, o Tricolor também viu uma peça importante reclamar de uma lesão. Marlos sentiu uma fisgada na coxa e cedeu seu lugar a Fernandinho. Ao fim da etapa inicial, os dois lados estavam incomodados com o futebol demonstrado em campo.

No segundo tempo, o São Paulo voltou mais disposto e finalmente trouxe emoção ao clássico ao abrir o placar. Aos nove minutos, Fernandinho recebeu na ponta esquerda, ganhou na disputa de ombro com Maurício Ramos e cruzou para Fernandão completar de carrinho na pequena área.

Em desvantagem, o Palmeiras avançou suas linhas e contou finalmente com a entrada de Ivo no lugar de Vinícius. O São Paulo respondeu com o meia Jorge Wagner no lugar de Dagoberto, que já estava desgastado. Ainda sem a força ofensiva esperada pelo torcedor alviverde, o técnico interino Jorge Parraga colocou Paulo Henrique na vaga de Souza.

Aos 37 minutos, o Palmeiras mostrou evolução e criou uma boa chance. Ewerthon cruzou da direita para Ivo na pequena área. Com a meta praticamente aberta, o meia trombou com defensores são-paulinos, perdeu o gol e reclamou de pênalti. Rogério Ceni ficou com a bola.

Mas a principal oportunidade alviverde veio no final. Para irritação dos são-paulinos, o árbitro Marcelo Aparecido de Souza marcou pênalti de Cicinho em Ivo. Ewerthon foi o escolhido para a cobrança e decepcionou: ele viu grande defesa de Rogério Ceni no canto esquerdo. Nos acréscimos, até Marcos foi à área do adversário no desespero para tentar uma cabeçada, mas não pôde evitar o revés alviverde.

Por Marcelo Belpiede

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