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Fifa descarta mudar Copa-14, mas Brasil precisa se mexer

Fifa descarta mudar Copa-14, mas Brasil precisa se mexer

Atualizado: Terça-feira, 4 Maio de 2010 as 9:33

No title Na crítica mais pesada já feita pela Fifa à organização da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, disse que é 'incrível'' o atraso na construção e reforma dos estádios a serem utilizados no torneio --o prazo final para o início das obras acabou ontem, e metade das cidades nada fez.

'Recebi um relatório a respeito da situação dos estádios do Brasil. Sou obrigado a dizer que ela não está muito boa'', disse Valcke em Johannesburgo. 'Há diversos estádios com a luz vermelha acesa já, o que é incrível. É incrível como o Brasil já está atrasado'', afirmou.

O secretário-geral da entidade, segundo homem na sua hierarquia, não listou todos os estádios a que estava se referindo, mas frisou que não falava apenas do Morumbi e do Maracanã. 'Estou me referindo a um número de estádios'', afirmou.

Apesar das críticas ácidas, a Fifa, segundo Valcke, não trabalha com a possibilidade de a Copa precisar encontrar um outro país-sede para 2014.

'O que estamos dizendo é que há coisas que eles prometeram, disseram e assinaram, e que precisam honrar esses compromissos'', afirmou Valcke, que foi até irônico ao comentar a situação.

"O Brasil precisa se mexer. Este ano há eleições, para tudo. Ano que vem tem Carnaval, para de novo. [...] O Brasil está mostrando que é muito difícil organizar uma Copa do Mundo, como foi na África do Sul'', criticou o cartola da Fifa.

O presidente do COL (Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014), Ricardo Teixeira, não se pronunciou sobre as críticas feitas pelo secretário-geral da Fifa.

Teixeira publicou ontem no site da CBF que funcionários do Departamento de Estádios do COL vão iniciar nesta quarta-feira uma vistoria técnica nos 12 estádios envolvidos no Mundial.

O tour vai começar no Morumbi. No comunicado, o dirigente não detalhava o que os funcionários farão durante a visita e nem deu sinais de que serão punidas as cidades que não cumpriram o prazo vencido hoje.

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