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Flu passa sufoco, mas bate o Arsenal em sua estreia na Libertadores 2012

Flu bate o Arsenal com placar magro

Atualizado: Quarta-feira, 8 Fevereiro de 2012 as 8:08

Apenas dois minutos de jogo, um gol de Fred, e o Engenhão explodia em alegria na noite desta terça-feira. O que se viu depois, no entanto, foi um Fluminense pouco inspirado e nervoso, passando boa parte do tempo segurando a pressão do Arsenal de Sarandí, da Argentina. Mas apesar do sufoco, o Tricolor garantiu uma estreia vitoriosa no Grupo 4 da Taça Libertadores: 1 a 0. Placar magro, sim, mas que valeu os mesmos três pontos da goleada de 6 a 0 sobre a equipe argentina na edição de 2008 da competição sul-americana.

No geral, a atuação do Fluminense não agradou aos 28.928 pagantes (25.213 presentes, para uma renda de R$ 765.415,00), e o time acabou a partida com apenas nove jogadores em campo - Wagner e Leandro Euzébio receberam cartão vermelho. O Arsenal, por sua vez, teve apenas um jogador expulso (Aguirre).

Com o resultado, a equipe carioca assume, ao menos temporariamente, a liderança da chave. Zamora-VEN e Boca Juniors-ARG completam a primeira rodada apenas na próxima terça-feira, na Venezuela.

O Fluminense volta a campo no próximo domingo, às 19h30m (de Brasília), também no Engenhão, para o clássico contra o Vasco pela quinta rodada da Taça Guanabara. O Tricolor ocupa a terceira posição do Grupo B com sete pontos, atrás de Boavista e do próprio Vasco. Pela Libertadores, o próximo compromisso é diante do Boca Juniors, dia 7 de março, às 22h, na Bombonera, em Buenos Aires.

Gol relâmpago e impedimento mal marcado

Para acabar com a desconfiança dos tricolores após dois tropeços no Campeonato Carioca (derrota para o Boavista e empate diante do Duque de Caxias), o Fluminense entrou em campo a mil por hora. Com passes rápidos e objetivos, o Tricolor dominava a posse de bola e envolvia o adversário. E bastou um ataque para inaugurar o placar. Logo aos dois minutos, Bruno recebeu de Deco pela direita e cruzou para a área. A bola passou por todos os jogadores e sobrou para Carlinhos do outro lado. O lateral foi até o fundo e cruzou rasteiro para trás. Fred dominou e soltou a bomba de direita. O chute ainda desviou em um zagueiro argentino e matou o goleiro Campestrini.

O gol relâmpago fez explodir a torcida tricolor no Engenhão, mas ajudou também a diminuir o ritmo frenético imposto pelo Fluminense. O clima só voltou a esquentar quando Fred sofreu falta dura de Lisando López. O lance deu início a um empurra-empurra que foi logo contornado. Minutos depois, o Arsenal chegou pela primeira vez com perigo, graças a uma falha da defesa tricolor. Anderson errou a antecipação e entregou a bola de bandeja para Leguizamón. O camisa 10 tocou para Zelaya sair na cara do goleiro Diego Cavalieri, mas o bandeirinha assinalou impedimento inexistente.

O Fluminense ainda teve duas boas chances, uma delas com Fred chutando fraco dentro da área para a tranquila defesa de Campestrini. Mas aos poucos o Tricolor começou a deixar o Arsenal gostar da partida. Não fosse Diego Cavalieri, o empate teria saído ao 35. Leguizamón recebeu livre na cara do gol, e o camisa 12 defendeu com a perna direita. No minuto seguinte, foi a vez de Carbonero cabecear sem marcação, para fora.
Zelaya ainda perdeu mais uma chance de cabeça antes do intervalo. O nervosismo tricolor era bem representado pelo zagueiro Anderson, autor de pelo menos duas furadas, e pelo apoiador Deco, que apanhou bastante até receber o cartão amarelo após dar um pontapé em um adversário. Inicío animador, fim assustador. Depois de dominar o começo da partida, o Fluminense descia para o intervalo vendo o técnico argentino Gustavo Alfaro reclamar da arbitragem.

Sufoco e coro por Thiago Neves

No início da segunda etapa, o panorama seguiu o mesmo. Deco, que já tinha um amarelo, deu um pisão na canela de Marcone, logo com um minuto. Os jogadores do Arsenal pressionaram, pedindo a expulsão do camisa 20, mas a arbitragem aliviou e advertiu o tricolor apenas verbalmente.

A pressão do Arsenal continuou em seguida. Aguirre, em cobrança de falta, por pouco não empatou. A bola desviou na barreira e saiu com perigo. Na cobrança do escanteio, Zelaya, de cabeça, obrigou Cavalieri a fazer uma difícil defesa.

Vendo um time inoperante em campo, a torcida do Fluminense começou a gritar por Thiago Neves a partir dos sete minutos. O técnico Abel, entretanto, não mexeu de imediato. E o time seguiu mal. Leguizamón recebeu passe em profundidade e avançou livre pela ponta direita. O cruzamento para a área, entretanto, não foi dos melhores, e Leandro Euzébio fez um corte providencial.

Expulsões deixam Flu com nove jogadores

Aos 20 minutos, Abelão resolveu atender o pedido da torcida e mandou Thiago Neves a campo. O camisa 7 entrou na vaga de Rafael Sobis, que teve atuação apagada. Empolgado, o meia entrou tentando pôr fogo na partida, mas não teve sucesso.

Aos 27, nova substituição no Flu: Deco deu lugar a Wellington Nem. Àquela altura, o jogo estava equilibrado. O Arsenal já não atacava tanto, mas o Flu também não exercia pressão. Uma confusão entre os jogadores, aos 28, esquentou o clima do jogo novamente. Após receber falta, Wagner levantou-se e deu um chute na bola e em Nervo, do Arsenal. Aguirre tomou as dores do colega e empurrou o tricolor. Houve um princípio de confusão generalizada. Quando os ânimos serenaram, Wagner e Aguirre foram expulsos.

Com dez de cada lado, o jogo ficou melhor para o Flu. O Arsenal não mostrava mais forças para atacar, e o Fluminense tratou de valorizar a posse de bola. Aos 44, entretanto, mais um susto: Leandro Euzébio levou um carrinho de Cordoba e deu um chute no rosto do rival. Cartão vermelho para o zagueiro tricolor.

Os minutos finais foram de sufoco para o Flu, com o Arsenal tentando o empate na base do abafa. O Tricolor, porém, soube se segurar e garantir os primeiros três pontos. 

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