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Fossati pode viver sua última semana como técnico do Inter

Fossati pode viver sua última semana como técnico do Inter

Atualizado: Sexta-feira, 30 Abril de 2010 as 4:07

Quando o avião saído de Buenos Aires sobrevoou Porto Alegre na noite desta quinta-feira, no retorno do Inter após derrota de 3 a 1 para o Banfield, o técnico Jorge Fossati, sentado na poltrona 8D, no corredor, esticou o pescoço para a janela onde estava J.J. Rodriguez, um de seus auxiliares, e ficou olhando a capital dos gaúchos de cima. O treinador provavelmente sequer percebeu, mas este foi um gesto que ele talvez jamais repetirá - não no retorno de uma viagem, pelo menos. Fossati corre sério risco de não ser mais técnico do Inter daqui a uma semana.

Ele está longe de ser unanimidade para a torcida. E o mesmo acontece na diretoria. A relação entre o uruguaio e seus superiores é distante. Não existe a afinidade dos tempos de Abel Braga e Muricy Ramalho. Fossati é mais ligado a seus colegas de comissão técnica e a funcionários do clube - seguranças e roupeiros - do que aos dirigentes. Com a maioria do elenco, a relação é profissional. Fossati não faz o estilo paizão.

Tudo depende dos resultados da semana. O Inter decide o semestre nos dois próximos jogos. No domingo, precisa vencer o Grêmio por dois gols de diferença, a partir do 3 a 1, para ser campeão gaúcho. Na quinta, tem que bater o Banfield por 2 a 0 (ou três gols de vantagem) para avançar às quartas de final da Libertadores. Se o Colorado cair na competição continental, o técnico pode ser demitido mesmo que conquiste o Estadual.

A diretoria, internamente, analisa que o time deveria jogar melhor com o elenco que o treinador tem para trabalhar. Ao falar aos torcedores, o clube passa mensagem de tranquilidade.

- Não é uma semana-chave. Vamos com calma. Vamos trabalhar e analisar o trabalho - disse o vice-presidente de futebol do Inter, Fernando Carvalho.

O próprio Fossati se sente desgastado. Ele já comentou, repetidas vezes, que jamais viveu tamanha contestação na carreira de técnico. Para continuar no clube, o treinador se apega àquilo que ele vê como sinal de entrega do elenco - irritação com as derrotas e comprometimento com as viradas.

Por: Alexandre Alliatti e Richard Souza

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