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Frank Mir deixa provocações de lado antes de luta contra amigo Nelson

Frank Mir deixa provocações de lado antes de luta contra amigo Nelson

Atualizado: Quinta-feira, 26 Maio de 2011 as 10:24

Mir chegou a brincar com a boataria em Las Vegas em torno da luta com Nelson (Foto: Divulgação)

  Frank Mir é um dos maiores provocadores do MMA e tem o costume de falar abertamente de seus adversários antes de seus combates, sempre detalhando sua superioridade e como vai derrotá-los. O ex-campeão dos pesos pesados, porém, está mais comedido ao comentar sua luta com Roy Nelson, co-evento principal do UFC 130, neste sábado em Las Vegas. Os dois são naturais da cidade, se conhecem há anos, já treinaram juntos e têm vários amigos em comum. Suas esposas, inclusive, são melhores amigas.

- Tenho amigos e parentes que são amigos dele. Isso sempre está no fundo da minha mente. No passado, eu faria piadas com meu adversário. Mas quando esta luta terminar, nós dois temos de viver na mesma cidade. Um vai vencer e outro vai perder e acabou. Mas se um de nós fizer algo inapropriado (no aquecimento para a luta), eu terei que ouvir sobre isso pelo resto da vida - explicou Mir, em entrevista ao site Yahoo.com.

 

O próprio campo de treinamentos tem sido uma amostra do que aconteceria se Mir deixasse as provocações escalarem. Se a boataria e fofoca estão sempre presentes durante esse período pré-luta, quando ambos os combatentes moram na mesma cidade e convivem nos mesmos círculos sociais, a situação piora, como o próprio Mir reconheceu. Os dois passaram a brincar com a troca incessante de informações.

- Eu tentei criar um boato que eu tinha quebrado ambas as minhas mãos saindo do banheiro. Ele disse que seus joelhos estão muito ruins. Nós dois nos divertimos com toda essa situação - contou.

Mir admitiu ainda que teve dificuldades para aceitar o combate com Nelson, mas seu técnico, Jimmy Gifford, o ajudou a encarar a luta como algo natural.

- Nós estamos na academia batendo e praticando muito mais do que numa luta, e todas as pessoas com quem eu treino são pessoas com quem janto depois, recebo em casa e jogo video games. Ele estava vindo de uma derrota, então não pensava que ele seria um futuro adversário, já que estou saindo de uma vitória. Todas as outras coisas eram razões para evitar (a luta) - não porque eu e Roy não conseguimos ser profissionais, mas muitas pessoas que estão ao nosso redor estão no mesmo grupo social, casadas com amigos nossos e tendo de competir. Eu conheço Roy há cerca de 10 anos e somos amigos. Somos muito cordiais na academia e temos muitos amigos mútuos, mas nunca estive na sua casa, e ele nunca esteve na minha - afirmou.          

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