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África do Sul ameaça banir vuvuzelas, e torcedores prometem boicote

África do Sul ameaça banir vuvuzelas, e torcedores prometem boicote

Atualizado: Sexta-feira, 22 Outubro de 2010 as 12:38

Característica principal das partidas de futebol na África do Sul, a vuvuzela pode ser banida dos estádios do país. A liga local ficou preocupada com o uso dos instrumentos como armas por torcedores e ameaçou proibir a entrada das barulhentas cornetas nos jogos. A notícia causou revolta dos fãs, que agora prometem boicotar as partidas da competição nacional.

O problema maior aconteceu no clássico entre Kaizer Chiefs e Orlando Pirates, no mês passado, pela Copa MTN8. O Chiefs foi multado em 500 mil rands (R$ 121 mil) porque sua torcida jogou duas vuvuzelas no gramado do Soccer City como reclamação por uma decisão do árbitro.

- Em todos os problemas que analiso de torcida, a vuvuzela sempre é atirada como um míssil. Temos que abrir o debate se a vuvuzela deve continuar nos estádios se é usada como míssil por torcedores - disse Zola Majavu, dirigente da Premier League sul-africana.

Dono do Chiefs, o ex-jogador Kaizer Motaung criou mais polêmica ao afirmar que sempre foi contra a presença das cornetas nas partidas.

- Nunca fui fã de vuvuzelas, pois só fazem barulho. Prefiro o canto das torcidas, como a do Bloemfontein Celtic. Mas como são muito populares aqui, não crio problema. Porém, a vuvuzela pode ser usada para esconder armas e facas para entrar nos estádios. Então temos que conversar sobre isso - afirmou Motaung.

A possibilidade de veto às cornetas gerou reclamações de torcedores na África do Sul. A revista "Kickoff" ouviu alguns dos fãs mais famosos no país e eles prometeram até boicotar as partidas do campeonato se a corneta realmente for proibida.

- Se estão querendo proibir as vuvuzelas, então estão criando muita confusão. É um instrumento criado na África do Sul, as pessoas que vieram para a Copa do Mundo até se apaixonaram por ela e até levaram vuvuzelas para a Europa - disse Machaka Masilo, torcedor do Chiefs.

Antes do Mundial, alguns canais de televisão reclamaram com a Fifa do barulho das vuvuzelas e a entidade chegou a cogitar a proibição das cornetas nos jogos. Porém, a cultura dos torcedores sul-africanos foi respeitada e o instrumento virou uma das marcas do torneio.

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