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Ganso volta ao Santos e tenta reverter sua queda de rendimento

Ganso volta ao Santos e tenta reverter sua queda de rendimento

Atualizado: Sábado, 13 Agosto de 2011 as 9:33

Ao iniciar sua carreira profissional, Paulo Henrique Ganso saltou da reserva do Santos à camisa 10 da seleção brasileira em cerca de dois anos. Fora uma contusão grave, não dera nenhum passo atrás na sua ascensão.

Ricardo Nogueira-21.jun.2011/Folhapress Ganso chuta bola durante treino do Santos no CT Rei Pelé Até ficar no banco de reservas pela primeira vez no time nacional, diante da Alemanha, na última quarta-feira.

Sua barração é sintoma de uma temporada marcada por contusões, polêmicas fora de campo, poucas partidas e raros momentos de brilho.

A primeira chance de retomar a trajetória ascendente de sua carreira, interrompida há pouco, é em sua volta ao Santos, hoje, em Goiânia.

De novo, poderá emplacar uma sequência de jogos e recuperar sua forma antiga.

Os números atestam que Ganso faz temporada bem inferior às anteriores. Em 25 jogos, marcou só três gols, uma média de 0,12 por partida.

No ano anterior, marcara 13 gols em 44 jogos, ou seja, 0,3 por jogo. Mesmo em 2009, quando era uma revelação, teve desempenho superior ao atual, com dez gols em 47 partidas, 0,21 de média.

É fato que os gols não são o forte de Ganso. Mas seu desempenho caiu no Santos também em outros quesitos.

Levantamento do Datafolha mostra que ele acertou menos passes, participou menos do jogo, fez menos desarmes e deu menos dribles e lançamentos na atual temporada do que na anterior.

Um exemplo é que Ganso tem, em média, dado 29 passes por partida neste ano. Em 2010, eram 40. Ou seja, sua participação em campo caiu em mais de um quarto.

Pessoas ligadas ao jogador apontam como sua principal dificuldade neste ano a falta de ritmo de jogo desde a recuperação da contusão no joelho esquerdo, sofrida no segundo semestre de 2010.

Houve também turbulências fora dos gramados.

Seus representantes, com seu aval, querem sua negociação e a saída do clube, que tenta forçá-lo a ficar na Vila.

Não se observa, porém, nenhuma reação emocional do jogador aos problemas. Na verdade, ele tem se mantido alheio a essas turbulências.

Preocupa-se com o campo.

Quando Mano Menezes o barrou, ficou surpreso, segundo apurou a   Folha . Mas não se irritou com a decisão.

"Não estou decepcionado. É coisa que acontece no futebol. Foi uma opção do Mano", disse ele ontem, admitindo que o time será pressionado.

Resta saber como Ganso, 21, lidará com a pressão para mudar a opção do técnico e retomar a 10 brasileira. A resposta virá a partir de hoje.    

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