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Gilberto Silva se diz chateado por ser mais valorizado fora do Brasil

Gilberto Silva se diz chateado por ser mais valorizado fora do Brasil

Atualizado: Terça-feira, 30 Março de 2010 as 12

Mesmo criticado pela torcida e pela crônica esportiva brasileira, o volante Gilberto Silva é tido como presença certa na seleção brasileira que vai à Copa do Mundo de 2010, e como titular. Em entrevista ao site oficial da Fifa, o jogador do Panathinaikos admitiu que fica chateado com o fato de ser mais valorizado fora do país.

"Vejo isso como mais um fator de motivação, embora claro que às vezes ainda fico chateado, ainda mais quando se trata do meu país. Lá fora sou super-respeitado e as pessoas valorizam o que eu faço", declarou o jogador de 33 anos, prestes a ir ao seu terceiro Mundial.

Sobre o seu estilo de jogo, o volante ressaltou que busca nada mais do que a eficiência: "Sou um jogador que procura sempre simplificar na forma de jogar. Mas essa nem sempre é a melhor forma para quem assiste. Só que, sinceramente, eu não me incomodo. Não me importa se vou passar despercebido por quem escreve a nota no jornal depois".

Na África do Sul, Gilberto Silva espera dificuldades logo na primeira fase. "Comparado com os da Inglaterra ou da Espanha, por exemplo, acho que dá para chamar o nosso de "grupo da morte", mas esta equipe já viveu muita dificuldade e está preparada para enfrentar a situação", avaliou.

O brasileiro disse que tem recebido alguns recados fanfarrões dos próximos rivais do Brasil, que já foram seus companheiros no Arsenal. "O Touré e o Eboué vivem falando comigo, todos brincalhões, dando risada e dizendo que a Costa do Marfim vai ganhar do Brasil. Mas claro que eles respeitam. É que Copa do Mundo é assim: nessa hora, todo mundo quer ganhar do Brasil".

Um dos remanescentes do grupo que caiu nas quartas de final na Copa de 2006, Gilberto reconhece a importância de conhecer o sabor da derrota: "Foi importante ter jogado aquele Mundial, mesmo não atuando em todos os jogos. De todo modo, vivi os dois lados: a vitória de 2002 e a derrota na Alemanha, em que a frustração foi enorme. Acho que essa experiência tem algum valor".

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