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Ginástica Artística brasileira quer confirmar sua ascenção à elite do esporte

Ginástica Artística brasileira quer confirmar sua ascenção à elite do esporte

Atualizado: Sexta-feira, 8 Agosto de 2008 as 12

Ginástica Artística brasileira quer confirmar sua ascenção à elite do esporte

 

Cercada de muita expectativa, a ginástica artística brasileira estréia neste sábado, 9 de agosto, nos Jogos Olímpicos Pequim 2008. Diferentemente de outras edições, desta vez, a modalidade entra na disputa com fama e resultados, o que a faz ser reconhecida como uma das grandes forças do esporte. A equipe feminina quer manter a seqüência de bons resultados e garantir a inédita classificação à final olímpica por equipes. Já o masculino tem apenas um representante. Só que não é um representante qualquer. O bicampeão mundial Diego Hypólito é o homem a ser batido no solo.

Os tempos agora são outros. A ginástica artística brasileira chega a Pequim trazendo na bagagem títulos de Campeonatos Mundiais, etapas de Copa do Mundo, competições Pan-Americanas, mas, acima de tudo, o respeito dos adversários e a sua inclusão na elite da modalidade.

"Nossa evolução é algo notório. A equipe feminina é a melhor que já trouxemos para os Jogos Olímpicos. Há uma mescla da experiência de Daniele Hypólito e Daiane dos Santos com a juventude e talento de Laís Souza e Jade Barbosa. No ultimo Campeonato Mundial, ficamos em quinto lugar por equipes. Em Pequim, o objetivo é passar às finais, superando o desempenho de Atenas, onde por muito pouco não conseguimos ficar entre as oito finalistas", afirmou a chefe de equipe Eliane Martins.

A chegada do casal de ucranianos Oleg e Nadja Ostapenko revolucionou a ginástica artística feminina. Novas técnicas de treinamento foram introduzidas e os resultados apareceram. Enquanto Pequim pode marcar o fim de uma geração gloriosa, por outro lado, novos valores podem surgir, motivados pelo exemplo vitorioso de Daiane dos Santos e Daniele Hypólito.

Jade Barbosa, que chegou a um inédito terceiro lugar no individual geral do Campeonato Mundial de Stutgart, em 2007, é o grande nome da nova geração. "Temos muito o que agradecer à Dani e à Daiane por tudo que fizeram pela ginástica. Elas são fundamentais para o grupo atual, sempre compartilhando suas experiências e procurando passar tranqüilidade para as mais novas", contou Eliane, que classifica China e Estados Unidos como favoritos à conquista da maioria das medalhas. O Brasil está no segundo pelotão da elite mundial, juntamente com outros cinco países.

No masculino, um jovem atleta que já conquistou praticamente todos os títulos importantes na carreira chega a Pequim em busca da consagração no solo, sua especialidade, embora participe também das provas de saltos. "Treinando bem, me sinto mais tranqüilo. Os problemas que enfrentei este ano serviram como mais uma lição de superação. Tive tempo ideal para trabalhar a série e a cabeça. Isso me dá segurança. Se trabalhei bem, vejo que a probabilidade é muito maior", completou o ginasta.

O primeiro dia de disputa da ginástica, 9 de agosto, define os finalistas de cada aparelho e por equipes.

Daniel Varsano/ Assessoria de Imprensa do COB

Textual, em Pequim

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