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Gladiador comanda vitória do mistão cruzeirense sobre reservas do Inter

Gladiador comanda vitória do mistão cruzeirense sobre reservas do Inter

Atualizado: Segunda-feira, 10 Maio de 2010 as 8:27

No title Internacional e Cruzeiro priorizam a Taça Libertadores e optaram por escalações alternativas no confronto deste domingo, no Beira Rio, em Porto Alegre, pela primeira rodada do Brasileirão. O Colorado jogou com um time quase todo reserva, já a Raposa apresentou uma equipe mista, com Kleber comandando o ataque. E foi justamente o Gladiador quem fez a diferença. Ele marcou os dois gols da vitória mineira por 2 a 1.

Pelo Brasileirão, a Raposa volta a campo no próximo domingo, às 18h30m, quando recebe o Avaí, no Mineirão. Já o Inter, também no domingo, mas às 16h, vai a Goiânia enfrentar o Goiás. Na Libertadores, o Cruzeiro pega o São Paulo, quarta, no Mineirão, e o Colorado joga na quinta, contra o Estudiantes, no Beira-Rio.

Os reservas das duas equipes entraram em campo querendo mostrar serviço, o que tornou o primeiro tempo bastante movimentado. A Raposa tomou a iniciativa e partiu para cima. As redes começaram a ser balançadas logo cedo.

Tudo bem que o primeiro gol, marcado por Kléber, saiu graças a um pênalti inventado pelo árbitro paulista Wilson Luiz Seneme. A bola foi levantada na área do Inter, e o zagueiro Ronaldo Alves matou no peito para sair jogando. O juiz, porém, viu demais e conseguiu enxergar um toque de mão que simplesmente não existiu.

Melhor para o Cruzeiro. Kleber, aos quatro minutos, correu para a bola, parou, viu Lauro cair para o seu lado direito em busca da bola que continuava estática sobre a marca penal. O Gladiador, então, só rolou no lado oposto.

Não houve muito tempo para os visitantes comemorarem. A reação colorada foi rápida e, três minutos depois, veio o empate. Giuliano recebeu na ponta esquerda e mandou de pé direito na direção de Taison, que entrava na área pelo lado oposto. O atacante posicionou o corpo e cabeceou para o chão, tirando a bola do alcance de Fábio.

Após o empate, o ritmo da partida caiu. As duas equipes melhoraram a marcação e o jogo tornou-se mais estudado. Os espaços eram raros e somente um passe muito preciso ou uma jogada individual poderia mudar o panorama. E foi exatamente uma combinação desses dois fatores que resultou no segundo gol da equipe mineira. Aos 36, Fabrício acertou um grande lançamento, achando Kleber, que, sempre mortal, matou de pé direito, protegendo-se da marcação, e empurrou a bola no canto direito de Lauro.

O Inter acordou e quase chegou ao empate. Dessa vez, o goleiro Fábio salvou. O lance começou com um chute completamente torto de Giuliano, aos 43. Ele recebeu pela esquerda e mandou um tiro forte de direita. Pegou tão mal, que a bola fez uma curva e acabou nos pés de Taison. O  chute errado se transformou num passe certo. O garoto mostrou ao companheiro como é que se faz e mandou uma bomba certeira de pé direito. A bola estufaria a rede impiedosamente se Fábio não a espalmasse. Ela ainda explodiu no travessão antes de sair.

Logo aos sete minutos do segundo tempo, Everton, que entrou no lugar de Kléber Pereira no intervalo, avançou pelo meio, passou por dois marcadores e só não fez porque Fábio saiu de carrinho e afastou. Esse lance deu a impressão de que a etapa final seria quente como a primeira.

Nada disso. As equipes passaram a brigar muito pela bola, o que tornou a partida truncada, carente de lances inspirados. Sonolenta, enfim. O Cruzeiro passou a se segurar atrás. O volante Fábio Santos entrou no lugar do meia Fernandinho, trancando o meio de campo da equipe mineira, que tentava encaixar algum contra-ataque. Guerrón entrou no lugar de Kleber exatamente para isso.

O Inter, com sua marcação adiantada, rondava a área adversária e até chegou a marcar um gol, aos 35. O lance, porém, acabou anulado. Giuliano recebeu de Taison e partiu sozinho em direção ao gol de Fábio. Em vez de tocar na saída do goleiro adversário, o meia colorado resolveu passar a bola para Leandro Damião, que empurrou para o gol, mas estava impedido.

Foi a última chance real de gol da partida, que seguiu muito truncada até o apito final.

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