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Goeber joga contra o patrimônio e ajuda o Botafogo a golear em Macaé

Goeber joga contra o patrimônio e ajuda o Botafogo a golear em Macaé

Atualizado: Segunda-feira, 24 Janeiro de 2011 as 8:12

Infelicidade, azar e decepção. Felicidade, sorte e comemoração. Se por um lado o volante Goeber viveu um dia desastroso e fez dois gols contra, o Botafogo não reclamou da ajudinha, aproveitou e venceu o Cabofriense por 5 a 0, em Macaé, neste domingo, pela segunda rodada da Taça Guanabara. Renato Cajá, Caio e Antônio Carlos marcaram os três últimos, no segundo tempo. Com a vitória, o Glorioso chegou a seis pontos no Grupo B. O Cabofriense segue sem pontuar.

A vitória ajuda a apagar parte do incêndio criado durante a semana, já que Loco Abreu e o técnico Joel Santana chegaram a conversar mais sério após críticas do uruguaio à atuação do time na estreia contra o Duque de Caxias. Abreu, inclusive, voltou a atuar ao lado de Herrera desde o início de uma partida quase quatro meses depois.

Na próxima quarta-feira o Botafogo recebe o Madureira, no Engenhão, pela terceira rodada. Também na quarta, o Cabofriense vai até a Rua Bariri enfrentar o Olaria.

Goeber dá uma ajudinha ao Botafogo

O jogo começou truncado, sem muitas oportunidades. Os dois times não conseguiam criar jogadas. O ataque Mercosul formado pelo argentino Herrera e o uruguaio Loco Abreu até se movimentou na frente, fez algumas tabelas, mas nada que assustasse o goleiro Fábio.

Loco Abreu, que chegou a criticar a atuação na estreia contra o Duque de Caxias, tentou, se mexeu, mas apenas um lance de cabeça aos 26 segundos assustou o adversário. O reencontro com Herrera, depois de quatro meses, ainda teve um passe na área, mas o argentino não conseguiu concluir.

Renato Cajá chegou a acertar a bola no travessão com um toque de cabeça. Porém, o jogo seguiu morno. E, diante da inércia da partida, o volante e capitão do Cabofriense, Goeber, que defendeu o Flamengo em 2006, decidiu dar emoção ao jogo. Azar é que foi justamente contra o seu time. Após dois cruzamentos, um de Lucas e outro de Cajá, aos 24 e 30 minutos, respectivamente, ele empurrou contra o patrimônio. No primeiro, mandou de cabeça. Depois, tentou afastar com o pé e fez mais um.

Os surpreendentes lances deixaram o time de Cabo Frio atordoado. Desorganizado, mas com vontade, até exerceu uma pressão. O problema é que sem chances claras. Bem postada, a defesa alvinegra se defendeu bem e contou ainda com os desarmes de Marcelo Mattos no meio de campo.

Caio entra, Goeber sai, e Botafogo goleia

O personagem da partida, então, deixou o campo. Abalado, Goeber deu lugar a Diego Sales. Opção do técnico Luís Antônio Zaluar. Sem o personagem principal, a partida seguiu morna, como no início. O Botafogo apostava nas jogadas pelas alas. Lucas e Somália foram acionados, mas pouco efetivos. O Cabofriense tentou, arriscou, tudo na base da vontade. A parte técnica deixou a desejar e apenas um lance incomodou. Porém, foi anulado. Após chute de Everton de fora da área, aos 14, Jefferson bateu roupa e deixou a bola no pé de Felipe. O atacante mandou para o fundo do gol, e o assistente marcou a irregularidade.

Joel Santana tentou dar mais movimentação. Herrera, sem atuar desde outubro do ano passado, com uma lesão no ombro, teve uma volta apagada - não jogou na estreia por estar suspenso. Caio entrou na sua vaga.

O atacante fez o que se esperava dele: caiu pelos dois lados do campo e se movimentou. Aos 24 minutos, partiu em velocidade, entrou na área e tentou o toque por cima de Fábio, que saiu bem do gol para evitar o pior.

Tranquilo e sem ser ameaçado, o Botafogo segurou o ritmo e esperava apenas uma boa oportunidade para matar a partida. E ela veio. Aos 30 do segundo tempo, Renato Cajá tabelou com Caio, contou com a falha de Matheus Hansen e finalizou com precisão: 3 a 0. O curioso é que o zagueiro do Cabofriense herdou a “amaldiçoada” braçadeira do capitão Goeber.

Com a porteira aberta, ficou fácil para o Glorioso fazer saldo. Pela direita, Renato Cajá cruzou na medida para Loco Abreu, que apenas escorou para Caio, sozinho, marcar mais uma vez. Antônio Carlos, de cabeça, aos 42, finalizou o placar. Gritos de "olé" e alegria da torcida alvinegra, agora líder do Grupo B da Taça Guanabara com saldo superior ao do Fluminense.  

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