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Gre-Nal sob pressão, um incômodo recorrente para Celso Roth

Gre-Nal sob pressão, um incômodo recorrente para Celso Roth

Atualizado: Sexta-feira, 26 Agosto de 2011 as 9:11

Roth não tem bom histórico em clássicos

(Foto: LC Moreira/Agência Estado)

  Não à toa, Celso Roth resiste à importância excessiva que os gaúchos dão ao Gre-Nal. Considerado o clássico de maior rivalidade do Brasil, o enfrentamento de Grêmio e Inter se encaixa no maniqueísmo típico de um povo que já se dividiu entre chimangos e maragatos nas lutas políticas do passado.

Roth costuma demonstrar certa contrariedade com esta supervalorização do clássico quando reitera, em suas entrevistas, termos como  "nossa província" e "nossa aldeia".

Talvez a justificativa para tal comportamento defensivo quando o assunto é o clássico vermelho e azul encontre-se no retrospecto dele. Somadas três passagens pelo Inter, e outras três pelo Grêmio (onde chegou há pouco, pela quarta vez), disputou 21 Gre-Nais.

O aproveitamento é de apenas 41% - 6 vitórias, 8 empates e 7 derrotas - apesar do bom início: logo em 1997, quando o Inter lhe inseriu no mercado de elite do futebol brasileiro, conquistou o emblemático 5 a 2 sobre o Grêmio dentro do Olímpico, tendo célebre atuação de Fabiano.

Pelo Grêmio os números estão abaixo da média geral. São 14 clássicos do lado azul: 4 vitórias, 4 empates, e 6 derrotas - 38% de aproveitamento, e com um detalhe curioso: as únicas quatro vitórias aconteceram entre 1999 e 2000, todas elas com Ronaldinho Gaúcho em campo. Incluindo Grêmio e Inter na conta, Roth não vence um Gre-Nal há onze anos. São 5 empates e 5 derrotas desde 2000. Uma abstinência, portanto, de onze anos.

A pressão também se verifica nos episódios marcantes desta trajetória atribulada. Ele foi dispensado pelo Grêmio em 2009 após perder no Beira-Rio pelo Gauchão, com um time recheado de novidades - quatro zagueiros de ofício no sistema 3-6-1, Souza improvisado na ala-esquerda, e apenas um atacante.

O Tricolor, entretanto, estava invicto na Taça Libertadores. Mas o insucesso no clássico, para frustração do treinador que insistia em lembrar da maior relevância da competição continental, levou à sua saída.

Na entrevista coletiva da última terça-feira, Roth já adiantou essa apreensão com o clássico das 16h deste domingo, no Estádio Olímpico.

- É importantíssimo, mas não a última oportunidade. Pelo que o Gre-Nal representa nesta nossa aldeia querida, isso é muito importante porque dá uma alavancada na equipe mesmo que a sequência seja complicada. Mas o clássico tem essa propriedade. Ninguém quer saber que é assim ou assado, se estamos nos precavendo para outra competição. Fui até culpado por ter perdido Gre-Nal com o B do Internacional. Fui culpado por não participar. É importante, é um jogo fundamental para o grupo e sabemos disso - argumentou, lembrando que no início da temporada o time B do Inter perdeu para os reservas do Grêmio no Gauchão, e mesmo sem sua presença, ele foi criticado.

Roth ainda reiterou as experiências, embora sem citar se são boas ou ruins:

- Independentemente do momento de Grêmio e Inter, Gre-Nal é sempre diferente. Temos várias experiências neste sentido.            

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