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Grêmio ignora favoritismo do Inter e vence o Bicampeão da Recopa

Grêmio ignora favoritismo do Inter e vence o Bicampeão da Recopa

Atualizado: Segunda-feira, 29 Agosto de 2011 as 8:20

Clássico é o jogo das frases óbvias. Não tem favorito, dizem uns; tudo pode acontecer, determinam outros; e, em Porto Alegre, há ainda a definitiva 'Gre-Nal é Gre-Nal'. Pois nesta tarde chuvosa de domingo o Grêmio fez verdadeiros todos estes enunciados proferidos por aqueles que evitam arriscar palpites antes dos encontros entre vermelhos e azuis.

Apesar do favoritismo atribuído ao Inter, que na quarta-feira havia comemorado o bicampeonato da Recopa Sul-Americana sobre o Independiente, deu Grêmio. O Gre-Nal 388, disputado no Estádio Olímpico pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro, terminou com vitória tricolor: 2 a 1, gols de Marquinhos e Douglas, de pênalti. Índio fez para o Inter.

Com a vitória, o Grêmio sobe para 21 pontos, e consegue distanciar-se da zona de rebaixamento. O Inter segue com 27, e perde contato com o G-4 da competição.

Na abertura do segundo turno, as duas equipes voltam a jogar na próxima quarta-feira. Às 18h o Grêmio visita o Corinthians, no Pacaembu, e às 21h50m o Inter recebe o Santos no Beira-Rio. Contra o mesmo Santos, no dia 05 de outubro, o Grêmio recupera - em Porto Alegre - partida adiada, pela 11ª rodada, fechando sua participação no primeiro turno.

Bem marcado, Leandro Damião pouco apareceu no Gre-Nal 388 (Foto: Jefferson Bernardes / Vipcomm)     Posse de bola x dedicação

Sem Gilberto Silva, lesionado, Celso Roth confirmou a tendência da semana de treinos: Grêmio no 4-2-3-1, com o jovem Fernando no lugar do veterano volante. Do outro lado, não havia mistério, Dorival Júnior confirmara na sexta-feira o 4-4-2 colorado.

A diferença esteve no comportamento das equipes. Mais combativo, o Grêmio interessou-se pelo Gre-Nal com um ímpeto sem repercussão imediata entre os jogadores do Inter. Embora com menor posse de bola, os tricolores correram como loucos, praticando desarmes, ocupando espaços, marcando e saindo para o jogo.

Esta intensidade toda de uma equipe às portas da zona de rebaixamento agregou qualidade ao clássico até então configurado pela posse de bola do Inter, e pela multiplicação dos gremistas. Quando Marquinhos fez 1 a 0, parecia premiar com justiça tamanho envolvimento da equipe. Desde a chegada de Roth, há cinco rodadas, só ele havia marcado pelo Grêmio.

Mas o Inter tem Índio. Embora com a camisa 3, em clássicos transforma-se num impetuoso centroavante. Maior artilheiro entre todos os zagueiros que já vestiram a camisa alvirrubra, ele empatou de cabeça, fazendo seu sexto gol em Gre-Nais.

Três penaltis, um marcado

Do intervalo, o Inter retornou com outro centroavante para assessorar Damião. Jô substituiu um inócuo Dellatorre, transmitindo como mensagem a mudança de estratégia: em vez da bola no chão, anunciavam-se cruzamentos altos na área tricolor.

Foi o Grêmio, entretanto, quem seguiu controlando os movimentos ofensivos da partida. Não da mesma forma intensa aplicada no primeiro tempo, mas ainda assim protagonista. O Inter não conseguiu encaixar nem o contra-ataque, nem a bola aérea. Damião, estrela dos muitos gols marcados de todas as formas, praticamente não foi percebido, anulado entre os zagueiros Vilson e Saimon.

Pressionando, o Grêmio se exasperou com o árbitro carioca Marcelo de Lima Henrique, que não marcou pênalti em lance envolvendo Mário Fernandes e Muriel. Reclamações já haviam tomado conta das manifestações tricolores ao final do primeiro tempo, referindo-se a uma confusão entre Índio e Saimon na área colorada - os colorados alegaram falta anterior sobre Muriel.

Mas na terceira incidência - não menos duvidosa - o juiz deu pênalti. Escudero invadiu a área, a dribles, e foi deslocado por Índio. Entre os três lances, foi o 'menos pênalti'. Lima Henrique apitou, e Douglas marcou na cobrança o gol da vitória tricolor: 2 a 1.

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