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Hapoel rejeita rótulo de azarão e quer complicar a vida de Lyon e Benfica

Hapoel rejeita rótulo de azarão e quer complicar a vida de Lyon e Benfica

Atualizado: Segunda-feira, 13 Setembro de 2010 as 10:43

Nas bolsas de apostas ou na opinião de especialistas o Hapoel Tel-Aviv é considerado uma das maiores zebras da Liga dos Campeões. Estou convencido que nossa equipe é forte o suficiente para competir - disse o treinador, de 63 anos. Segundo Guttman, nem mesmo o Benfica, adversário da estreia nesta terça-feira pelo Grupo B do torneio, o amedronta.

- Nós não olhamos para os outros times. Nosso objetivo é terminar em segundo ou terceiro neste grupo - afirmou o técnico que, como judeu, falou sobre assuntos relacionados envolvendo a religião e o futebol. Quais são os objetivos do Hapoel na Liga dos Campeões?

Eli Guttman: Nosso objetivo é terminar em segundo ou terceiro neste grupo. O sorteio poderia ter sido pior nos trazendo oponentes como Barcelona, Manchester ou Inter. O que você achou do sorteio? Achou o grupo equilibrado? Afinal, você caiu em uma chave com times que não ganham uma Champions há décadas (Benfica) ou que nunca a conquistaram (Schalke e Lyon).

Eu acho que o Lyon é o time mais forte do grupo. Eles possuem um grupo experiente, que disputa a Liga dos Campeões frequentemente. O Benfica perdeu dois jogadores (Di María e Ramires) que asseguraram o sucesso da última temporada e o Schalke mudou quase todo o elenco. Mas nós não olhamos para os outros times. Estou convencido que nossa equipe é forte o suficiente para competir.

No jogo de ida dos playoffs contra o RB Salzburgo, Itay Shechter, um atacante da sua equipe, recebeu amarelo por colocar um quipá na cabeça e orar ao comemorar um gol. Você acha que essa atitude da Fifa em punir as pessoas por esse tipo de atitude é um pouco demais? Lembro que você disse que jogadores cristãos podem fazer o sinal da cruz sem receber o amarelo.

Schechter só queria dizer “obrigado” e o jeito judeu de rezar pede o quipá. Achei que foi injusto ele ter recebido o cartão amarelo.

Como judeu, teria algum problema em comandar algum jogador muçulmano em sua equipe? Já teve essa experiência?

Não é problema algum para mim. Eu respeito todas as religiões e, como técnico, meu foco é apenas no aspecto esportivo.

Você acredita que a tensão entre Palestina e Israel prejudica o futebol local?

Não. Nos últimos anos não tivemos mais problemas com cancelamento de partidas. Nós não estamos preocupados com isso.

Na internet, muita gente se dirige ao senhor como “The German” (“O Alemão”, em português) devido ao seu estilo durão e parecido com o de técnicos alemães. Você gosta desse apelido?

Eu tenho esse apelido por causa do fato dos meus pais serem da Alemanha e por falar bem o idioma. Naturalmente, eu aprendi um pouco da mentalidade germânica, mas trabalhei toda minha vida profissional em Israel e consigo combinar os dois estilos.

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