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Henrique Barbosa se adapta à dura rotina de Auburn após início difícil

Henrique Barbosa se adapta à dura rotina de Auburn após início difícil

Atualizado: Segunda-feira, 16 Agosto de 2010 as 9:31

Seis meses após chegar a Auburn, nos Estados Unidos, Henrique Barbosa garante estar 100% adaptado. O início, porém, foi difícil. Acostumado a uma rotina de treinos bem diferente, o nadador brasileiro demorou para se sentir à vontade e conseguir respostas da mudança dentro d’água. Resultados recentes, no entanto, deixaram Henrique otimista para a principal competição do ano, o Pan-Pacífico, de quarta a domingo, em Irvine, na Califórnia.

- Já me sinto totalmente adaptado. Os próprios resultados nas competições preparatórias demonstram isso. Consegui obter uma constância bem melhor. Não só o tempo, mas o estilo e o jeito de nadar estão muito mais consistentes do que antes - disse o nadador do Flamengo.

Os bons resultados foram conquistados, principalmente, no GP de Santa Clara, em junho. Na ocasião, ele venceu os 100m e 200m peito com os tempos de 1m02s66 e 2m15s88, respectivamente. O desempenho nesta e em outras etapas preparatórias para o Pan-Pacífico já mostram uma evolução do nadador em relação ao Troféu Maria Lenk, realizado em maio, quando terminou em segundo nos 100m e em quarto nos 200m peito.

- A minha maior evolução tem sido na parte de musculação. Desde do Pan, quando fui diagnosticado com uma hérnia de disco, não tive uma preparação como essa. Consegui executar movimentos que antes a dor na lombar não deixava. Por isso, minha força aumentou, e tive que reaprender a assimilar essa força na água. No início, Henrique sentiu dificuldades na adaptação aos treinamentos estipulados pelo técnico australiano Brett Hawke, já que eram focados na preparação de velocistas, como Cesar Cielo e o francês Fred Bousquet. Quando morava na França, Henrique nadava cerca de 90km por semana e fazia 30 minutos de musculação por dia. Em Auburn, o treino tornou-se menor (cerca de 45km por semana), porém mais intenso, e o tempo na musculação triplicou.

A forte preparação física e os treinos centralizados na explosão acabaram fazendo o nadador se sentir mais à vontade nas provas de velocidade. No Pan-Pacífico, os 100m peito será sua prioridade.

- Tenho me sentido melhor para os 100. Tenho trabalhado, e muito, nos meus fundamentos. Principalmente, a saída do bloco. E acho que fundamentos como esse são favoráveis não só para os 100, mas para os 200 também – explicou

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