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Homenageado, Marcos leva 'dura' de Felipão: 'Fecha o gol amanhã!'

Homenageado, Marcos leva 'dura' de Felipão: 'Fecha o gol amanhã!'

Atualizado: Quinta-feira, 19 Agosto de 2010 as 9:22

Quando pisar no gramado do Pacaembu para a partida com o Vitória, às 21h50m desta quinta-feira, pela Copa Sul-Americana, o goleiro Marcos atingirá a marca de 500 partidas pelo Palmeiras. Há 17 anos no clube, o atleta hesitou em ser homenageado na tarde desta quarta-feira, devido ao momento que o time atravessa na competição. Derrotado na primeira partida por 2 a 0, a equipe paulista precisa vencer por três gols de diferença para seguir na competição. Mas o camisa 12 foi vencido na questão pelo departamento de marketing do Alviverde e até mesmo pelo técnico Luiz Felipe Scolari.

- Acho uma comemoração importante e válida. Dificilmente um jogador atinge essa marca e isso precisa ser celebrado - disse Felipão, antes de entregar uma camisa alusiva aos 500 jogos, um par de luvas banhado a ouro e uma miniatura do goleiro, que será comercializada.

Constrangido pela situação, Marcos deu um sorriso discreto. Mas se abriu ao ouvir a dura do comandante em tom de brincadeira:

- Agora fecha o gol lá amanhã (quinta) - cutucou Scolari.

Marcos está acostumado a sofrer pressão no Palmeiras. Titular desde o fim da década de 90, o atleta de 37 anos passou por bons e maus momentos com a camisa do Alviverde. Foi ao topo com a conquista da Libertadores de 1999, que o credenciou para ser titular da Seleção Brasileira na Copa de 2002, ao lado de Scolari. Mas também em 2002, depois de comemorar o título mundial com o Brasil, Marcos sofreu uma grande decepção na carreira com a queda da equipe para a Série B do Nacional. Tenho dito para o pessoal que, passando os 500 jogos, o que vier é bônus. Converso sempre com as pessoas do departamento médico e com o Pracidelli (preparador de goleiros) que será difícil cumprir todos os jogos de quarta e de domingo. Foi  difícil (atingir a marca) por causa das contusões e dos problemas físicos. Mas o melhor  foi poder superar isso, passar por cima e dar a volta. Já chorei muito quando me machuquei porque não sabia como voltaria, precisando readquirir a forma física e técnica. Mas consegui dar a volta por cima - disse o goleiro, que já foi vítima de uma série de lesões. Apelidado de "Santo" pelos torcedores, Marcos terá de provar com a equipe novamente porque tem tanto prestígio. Contra o Vitória, a equipe precisa evitar que as suas redes sejam balanças e ainda ver seu ataque funcionar. Mesmo depois de tantos altos e baixos com a equipe, ele mantém a confiança no time, apesar de estar ciente das dificuldades do duelo.

- É uma responsabilidade saber que faço 500 jogos em uma partida tão importante. Achava melhor ver o que ia acontecer com o Vitória para depois ter essa apresentação. Mas o marketing achou melhor fazermos hoje. Não vai ser um jogo festivo porque temos de ganhar de 3 a 0. Mas isso tudo prova que sou querido no clube e vou tentar como nas outras partidas fazer bom jogo contra o Vitória - disse.

Confira os principais trechos da entrevista:

Aposentadoria

- Não falo mais sobre isso. Só vou falar sobre quando tiver de aposentar.

Resgate de ídolos

- O Palmeiras foi buscar jogadores como Valdivia, Kleber e o Felipão para treinar. Jogador tem de ter alma e não vestir a camisa só para ganhar dinheiro. Os jogadores  estão se empenhando, ainda estamos aquém do que se espera, mas a postura do último jogo foi diferente. Temos de ter regularidade agora, tratar todos os times de forma igual e trabalhar bastante. Tem de se empenhar. E só vai virar ídolo com conquista de títulos.

Dores no corpo

- A cirurgia que fiz na mão (esquerda, em 2000) foi a mais difícil. Todos os outros que tinham feito pararam. O médico disse que tinha 50% de chance de voltar a jogar. Imagine só eu parar de jogar com apenas um ano de carreira... Estaria ferrado! Não abro nem maçaneta de porta agora, mas isso nem me incomoda porque sou destro. Hoje a mão é o que menos dói no meu corpo. Tenho sentido dor ultimamente e estou sofrendo porque está muito frio e isso não me ajuda em nada (risos).

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