MENU

Homônimo de Romário, zagueiro da sub-20 diz ser bom batedor de faltas

Homônimo de Romário, zagueiro da sub-20 diz ser bom batedor de faltas

Atualizado: Terça-feira, 14 Dezembro de 2010 as 9:43

O Romário original já se aposentou, tem 1.002 gols na carreira e foi campeão do mundo em 1994, defendendo a Seleção Brasileira nos Estados Unidos. Agora, pouco mais de 16 anos depois, o time canarinho tem o prazer de apresentar outro Romário ao planeta. Porém, o homônimo do Baixinho não é goleador como o eterno camisa 11. Trata-se do zagueiro do Internacional, convocado pelo técnico Ney Franco para defender o time sub-20 na disputa do Sul-Americano da categoria, em janeiro, no Peru, que dá duas vagas para as Olimpíadas de 2012, em Londres.

Mesmo não sendo atacante, Romário, de apenas 18 anos, revelou que de vez em quando costuma balançar a rede dos adversários. Não é de bico de chuteira ou dando um lençol nos zagueiros rivais como o Baixinho costumava fazer, mas sim graças a uma qualidade rara em atletas de sua posição no futebol brasileiro.

- Tenho um potencial muito grande nas cobranças de falta. No Internacional, no campeonato sub-23 e no Rio Grande do Sul, graças a Deus eu fiz alguns gols de falta. É um ponto forte que eu tenho. Venho treinando isso sempre. Depois das atividades no Internacional, eu vou lá e pego dez bolinhas para treinar todo dia. Isso adianta alguma coisa e é importante porque são poucos zagueiros no Brasil que batem falta e marcam gols - afirmou Romário.

Romário fez parte da Seleção sub-17 que disputou o Mundial em 2009, na Nigéria, e acabou eliminada na primeira fase. Naquela época, o jogador foi questionado sobre o seu nome, se era uma homenagem ao Baixinho. Agora, na sub-20, não foi diferente. Ele diz que a escolha da família não foi por conta do ex-jogador, mas se enrolou e mostrou bom humor ao comentar a coincidência.

- O meu pai e o meu tio queriam colocar o nome de um jogador. Naquela época, o Romário brilhou em 94, e eu nasci em 92. Acho que nem foi por causa disso que o meu nome é esse. A escolha foi aleatória e caiu no nome do Romário mesmo. Fico feliz com a escolha, mas é um nome que te dá uma responsabilidade maior, mas acho que isso não mexe comigo e eu continuo sendo a mesma pessoa - disse o defensor.

Sobre a responsabilidade da garotada, que precisa pelo menos ficar na segunda colocação para garantir uma vaga nas Olimpíadas, Romário admitiu que é um peso a mais o fato de a Seleção nunca ter conquistado o ouro nos Jogos.

- Lógico que pesa. Tentamos dar o nosso máximo para ser campeão porque vale uma vaga para as Olimpíadas e para o Mundial. Temos um time bom, mas não podemos nos considerar favoritos porque podemos chegar lá e sair na primeira fase como aconteceu no Mundial. Ficaria feio. Temos que chegar bem para cumprir um grande papel.

Por: Márcio Iannacca

veja também