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Hypolito intensifica treino após lesão

Hypolito intensifica treino após lesão

Atualizado: Quinta-feira, 8 Março de 2012 as 9:25

O ginasta Diego Hypolito deu mostras de que aos poucos vai se recuperando da lesão no ombro esquerdo, que o afastou da seleção brasileira em janeiro. Nesta semana, o bicampeão mundial voltou a treinar no solo e intensificou sua rotina de atividades para os Jogos Olímpicos de Londres. Com o corpo mais enxuto, ele garante não sentir dores e enfrenta um dilema com o técnico Roberto Araújo: competir ou não no salto?

A vontade de Diego é saltar nos Jogos-2012. Para o atleta, não há problema disputar a modalidade, desde que a preparação não influencie os treinos do solo, seu principal foco. Mas apesar de já ter retornado ao tablado,

Diego não sabe quando voltará ao salto. Isso porque esqueceu de confirmar com o médico se pode ou não se exercitar para a modalidade.

- Na minha cabeça, vou competir no salto. Se for atrapalhar minha preparação, fico apenas no solo. Só não sei quando volto a treinar, porque esqueci de perguntar ao Breno – diz, referindo-se ao médico Breno Schor, do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

O treinador Roberto Araújo é menos otimista. Ele garante que a recuperação do ginasta é muito boa, mas acha prudente evitar os saltos.

- Ele quer muito competir no salto. Eu não sei, tenho minhas dúvidas. Acho melhor focar no solo, que forçaria menos o ombro e não daria chance de ter outra lesão. Vai que acontece algo antes dos Jogos? – indaga.

O medo de uma nova lesão não é exclusivo do técnico. O próprio Diego admite que mudou alguns hábitos e deixou de participar de competições quando sentia algum desconforto. Hoje, garante, sabe a importância de se preservar e não sente dores, apenas o desconforto normal de quem ficou três meses de molho.

- Cheguei a competir machucado, e vi que isso me prejudicava. Algumas lesões aconteceram porque não pensei em mim. Aprendi a me valorizar. Prova disso é que depois que me machuquei na França, não competi no evento-teste dos Jogos – conta.

A preparação especial já dá resultados. Diego começou a fazer exercícios mais difíceis, mas a série completa, que deve ser apresentada em Londres, só será executada pela primeira vez daqui a duas semanas. Visivelmente mais forte, o ginasta revela que durante as atividades especiais, feitas ginásio Maria Lenk, levanta peso e corre por 40 minutos, algo que nunca conseguiu fazer.

Mesmo com todo o esforço para se livrar de mais uma lesão, o ginasta de 25 anos não cogita deixar o esporte antes dos Jogos do Rio, em 2016, e garante que só vai pensar em aposentadoria depois dos 32.

- Quero ficar até os 32, 33 anos. Para isso, tenho que pensar em mim, evitar lesões e fazer mais fisioterapia.

Em abril, Diego vai participar do Meeting Internacional do Brasil, em São Paulo. Será sua primeira competição no ano. Lá, ele só se apresentará no solo, mas deve aproveitar os outros quatro eventos que disputará até Londres para testar a nova série, com grau de dificuldade alto e nota de partida em 17,00 pontos.

- Nestas competições, posso errar. Nas Olimpíadas, não. A série nova é muito mais difícil que a de Pequim-2008, é incomparável.

Para Londres, Diego não tem uma meta específica. Diz apenas que pretende se dedicar e fazer o seu melhor, independentemente da colocação.

- Só voltar ao tablado já é bom. O grande adversário do Diego é o Diego. Se fizer minha parte e ficar em 20º, segundo ou primeiro, tudo bem. Claro que se ficar em primeiro eu ficaria feliz, né? – brinca.

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