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Imagem de Leonardo arranhada por possível chegada de Ancelotti ao PSG

Imagem de Leonardo arranhada por possível chegada de Ancelotti ao PSG

Atualizado: Sexta-feira, 18 Novembro de 2011 as 3:49

O brasileiro Leonardo, diretor esportivo do Paris Saint-Germain, viu sua influência no clube ser sensivelmente reduzida pelo clima pesado vivido no líder do Campeonato Francês por causa da possível substituição do treinador Antoine Kombouaré pelo italiano Carlo Ancelotti.

Mantendo silêncio durante vários dias, no momento em que mais soavam os rumores, o ex-jogador seguramente centrado em sua vida familiar pelo nascimento neste fim de semana de seu segundo filho, viu como sua imagem foi danificada em meio à tempestade. As críticas ao seu trabalho já começaram a aflorar.

– Acho que ele quer dirigir tudo sozinho. Os dirigentes agiram como torcedores – disse uma pessoa importante relacionada com o clube.

Leonardo não é unanimidade dentro do Paris Saint-Germain, dizem fontes (Foto: AP) Leonardo se reuniu no dia 10 deste mês com Kombouaré e reconheceu que mantinha contato com o italiano Ancelotti, algo que desencadeou uma polêmica na equipe parisiense, onde as coisas estão bem no lado esportivo, mas parecem complicadas nos outros âmbitos. Um amigo revelou que Leonardo o havia dito que em um posto como o seu "não se pode estar sempre limpo".

Depois dessa situação complicada, Leonardo, preocupado com sua imagem, voltou atrás para falar com os jornalistas, após ter deixado as instalações do clube sem fazer comentários, ao volante de seu carro. Segundo o jornal Le Parisien, o diretor esportivo do PSG se negou a ser fotografado para ilustrar uma entrevista concedida ao diário por estar com uma imagem abatida.

Leonardo ao lado do sheik Tamim bin Hamad

Al-Thani, acionista do clube francês (Foto: Reuters) – Leo é bom para comprar jogadores, para dar entrevistas, mas talvez ainda não seja assim para o dia a dia – explicou um representante de um grupo de torcedores.

Um especialista em comunicação ligado ao clube e a Leonardo admite pequenos problemas, mas considera que não é um assunto grave.

– Isto ficará difícil apenas se a situação for mantida – considerou, indicando que neste momento Leonardo não está "fragilizado" diante dos proprietários qataris do clube da capital francesa.

– Paris é política. Leo não podia chegar e demitir cinquenta pessoas. Há incompetentes e é preciso ir etapa por etapa – concluiu o especialista ligado ao novo homem forte do clube, que considera que toda esta agitação recente em torno dele é "o menor de seus problemas".          

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