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Inferno grego. Gilberto Silva lamenta racismo e confusão em clássico de Atenas

Inferno grego. Gilberto Silva lamenta racismo e confusão em clássico de Atenas

Atualizado: Terça-feira, 22 Fevereiro de 2011 as 10

Indignação. Esse é o sentimento do pentacampeão Gilberto Silva, do Panathinaikos, três dias depois do clássico contra o Panathinaikos. Chamado de “inferno grego”, o duelo do último sábado no estádio Georgios Karaiskaki, em Atenas, foi recheado de confusão e de manifestações racistas contra o atacante francês Cissé, companheiro de equipe do volante brasileiro.

- Não é a primeira vez que esse fato lamentável ocorre aqui na Grécia. Já aconteceu outras vezes. Quando acontece comigo, não dou muito valor. Não vou dar ouvidos a um monte de idiotas. Eu ignoro. Mas o Cissé é mais visado e, ainda mais pelo calor do clássico e tudo mais, esses imbecis pegaram no pé dele, fazendo som de macaco quando ele pegava na bola. O problema que não é só a torcida do Olympiacos. Recentemente teve a do Xanthi. Faz se muita campanha contra racismo aqui, mas nada muda. Ninguém é punido - contou um indignado Gilberto Silva, dizendo também que bananas de plástico foram atiradas em campo.   - Não é a primeira vez que esse fato lamentável ocorre aqui na Grécia. Já aconteceu outras vezes. Quando acontece comigo, não dou muito valor. Não vou dar ouvidos a um monte de idiotas. Eu ignoro. Mas o Cissé é mais visado e, ainda mais pelo calor do clássico e tudo mais, esses imbecis pegaram no pé dele, fazendo som de macaco quando ele pegava na bola. O problema que não é só a torcida do Olympiacos. Recentemente teve a do Xanthi. Faz se muita campanha contra racismo aqui, mas nada muda. Ninguém é punido - contou um indignado Gilberto Silva, dizendo também que bananas de plástico foram atiradas em campo.     Segundo o brasileiro, as manifestações não ficaram limitadas apenas nas arquibancadas.

- A coisa foi bastante grave. Alguns torcedores invadiram o gramado e também tentaram nos agredir após a partida na saída para o vestiário. Alguns jogadores apanharam e revidaram. Eu puxei outros (para dentro do vestiário) e, graças a Deus, ninguém se feriu - contou Gilberto, lembrando que, como de praxe, os clássicos entre Olympiacos e Panathinaikos são disputados com a presença apenas da torcida do time mandante.   Outro fato que revoltou Gilberto Silva e restante do elenco do time alviverde de Atenas foi a atitude do presidente do arquirrival. Após a partida, vencida pelo Olympiacos por 2 a 1, Georgios Karaiskaki provocou Cissé.  

Volta ao Brasil

Por conta de todos esses problemas e com contrato até junho deste ano no Panthinaikos, Gilberto Silva revela que não ficará mais no clube no qual chegou em meados de 2008.

- Ano passado houve uma conversa para extensão do contrato. Mas não foram à frente. Hoje acho que também não existe a intenção do clube de continuar comigo. E, mesmo se tivesse, não quero continuar. Acho que já fiz aqui o que eu tinha que fazer. Foram três anos ótimos pra mim e uma experiência fantástica - afirmou Gilberto Silva, observando que, apesar da crise econômica na Grécia, a questão financeira não vem sendo um problema.

Perguntado sobre um possível retorno ao Brasil, Gilberto, de 34 anos, revelou que ainda não recebeu nenhum contato, mas que está aberto a propostas.

- Até agora não chegou nada. Estou super bem na parte física e motivado para ter um novo desafio. Seria fantástico voltar ao Brasil. Já são nove anos no exterior. Ano passado houve a proposta oficial do Flamengo, mas não houve a liberação do Panathinaikos. Vamos aguardar. As pessoas já sabem que meu contrato está acabando - disse Gilberto.    

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