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Inglaterra ameaça deixar a Fifa e pede investigação em casos de suborno

Inglaterra ameaça deixar a Fifa e pede investigação em casos de suborno

Atualizado: Quarta-feira, 11 Maio de 2011 as 11:14

Lord Triesman, ex-diretor da FA  (Foto: Getty Images)

  A Inglaterra poderá se desfiliar da Fifa caso a entidade não investigue as acusações de suborno que o lorde David Triesman, ex-presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA), fez a alguns membros do comitê executivo da Fifa, que teriam pedido vantagens para apoiar a candidatura dos ingleses à Copa de 2018. Hugh Robertson, ministro dos esportes do Reino Unido, sugeriu que a Inglaterra poderá tomar uma decisão drástica dependendo da posição da Fifa sobre o caso.

- Existe o desejo de trabalhar para tentar mudar a Fifa em seu interior. Se a Fifa revela-se incapaz de fazer isso, então eu diria que todas as opções são possíveis - afirmou em entrevista à rádio da BBC.

Durante um inquérito parlamentar realizado na última terça-feira, Triesman alegou que Jack Wagner, vice-presidente da Fifa, Nicolas Leoz, presidente da Conmebol, Ricardo Teixeira, presidente da CBF, e Worawi Makudi, representante da Tailândia na Fifa, teriam pedido suborno para apoiar a candidatura inglesa.

Apesar da ameaça, Robertson admite que será difícil comprovar as acusações. Além disso, o ministro também não crê em um novo processo para a escolha das sedes das copas de 2018 e 2022.

- Não há chances deste precesso ser refeito, isso seria uma grande prova de que a Fifa falhou. Eu acho que devemos ser justos como um país em que o lorde Triesman fez essas acusações no Parlamento, mas será muito difícil provar porque foram apenas conversas que ele teve com alguns indivíduos - explicou.        

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