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Inspirado em Rogério Ceni, Bruno Uvini é o capitão família da sub-20

Inspirado em Rogério Ceni, Bruno Uvini é o capitão família da sub-20

Atualizado: Sábado, 22 Janeiro de 2011 as 2:20

Bruno Uvini é um líder nato. Só o convívio com o zagueiro do São Paulo já dá para perceber que o jogador tem o dom correndo nas veias. Dentro de campo, orientações, conselhos e muita disposição para conter o ímpeto dos rivais. Fora das quatro linhas é um dos atletas mais queridos do grupo da Seleção Brasileira sub-20 que está em Tacna, no Peru, em busca de uma vaga nas Olimpíadas de 2012, em Londres. Mas quem é a principal referência do capitão canarinho? Como jogador do Tricolor do Morumbi, o maior exemplo está em casa: o goleiro Rogério Ceni.

Mas não é apenas no camisa 1 do São Paulo que Uvini tira os ensinamentos para ser um grande líder dentro de campo. As liçoes do pai Tuca, que também foi jogador no interior de São Paulo, servem para moldar o caráter, tão elogiado por companheiros e membros da comissão técnica canarinho e do próprio time tricolor, onde o defensor ainda busca um lugar ao sol entre os titulares.

E foi justamente em um bate-papo com o GLOBOESPORTE.COM, na concentração da sub-20 em Tacna, que o zagueiro falou de suas inspirações, do que costuma fazer quando está nas concentrações e da ligação que tem com a família, que vive em Capivari, no interior paulista. GLOBOESPORTE.COM:

Como é ser o capitão da Seleção sub-20? Qual é a sensação?

BRUNO UVINI: É uma responsabilidade muito grande que eu assumi. Estou preparado para ela. Temos grandes líderes no grupo, mas ganhei a confiança do treinador. Ser capitão é um privilégio. Temos grandes líderes nesse grupo, mas é uma honra.

Como moldou o seu estilo dentro e fora de campo?

Vamos aprendendo com o convívio de grandes jogadores, como o Rogério Ceni, um líder nato, um dos maiores que eu já vi. Também tem a ver com a criação familiar. Tudo isso tem a ver com a formação do nosso caráter. Tenho essa liderança positiva por natureza, desde garoto.

Você citou o Rogério Ceni como exemplo. Pensa em ter uma vida longa no São Paulo como o goleiro, que tem uma história no clube?

 O Rogério é um exemplo para todos os jogadores, não só do São Paulo. Ele conquistou tantos títulos em apenas um clube. Venceu no São Paulo, foi campeão do mundo na Seleção. Assim como ele, quero deixar o meu nome gravado na história do São Paulo e da Seleção. São todos exemplos a serem seguidos. Além dele, ainda tenho o Oscar e o Mauro, que foram capitães da Seleção no passado. Quero viver toda essa situação.

O que costuma assistir na TV para passar o tempo?

Assisto aos programas de esportes em todos os canais possíveis. Também gosto de ver filmes na TV. Vejo muitos filmes e alguns programas de entretenimento. Procuramos passar o tempo com essas coisas. E qual filme te marcou nos últimos tempos? O "Invictus" tinha uma história legal. Quem me passou para ver foi Sérgio Baresi, que era técnico dos juniores na época. A história fala do capitão com o presidente da África do Sul. Foi um filme que marcou. muito. Gostei muito do "Homens de Honra", que assisti antes de vir para o Peru na Granja Comary. São incentivos como esses que eu gosto de ver. A história te arrepia e você pode levar aquela lição para o resto da vida. Gosta de sair nas horas vagas? Procuro estar em casa, com a família, com os amigos. Não saio muito. Tinha namorada até uns dois meses, mas não tenho mais.

Você tem essa características de ser ligado aos familiares. É por aí mesmo?

Quem é do interior tem isso aí, os caipiras. É apegado à família, bem unido. Quem esteve comigo nos momentos difíceis foram eles. Não procuro outro saída em todas as situações, sempre converso com os meus familiares. Para comemorar é sempre com eles. Essa é a minha criação e isso não vai mudar.

Como lida com o assédio das fãs?

Gosto muito, acho legal as pessoas do fã-clube. Elas mandam vídeos, textos motivacionais. Quanto mais é melhor. Tem que ter o agradecimento aos fãs. É isso que faz a diferença do jogador para outras pessoas: saber retribuir o carinho dos torcedores.   Por: Marcio Iannaca

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