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Inter aposta em maior força de ataque na largada da Libertadores

Inter aposta em maior força de ataque na largada da Libertadores

Atualizado: Terça-feira, 15 Fevereiro de 2011 as 9:58

Bateu um sentimento de que havia algo de errado naquela lista do Mundial quando o ataque se viu resumido a Rafael Sobis, Alecsandro e Leandro Damião. Não pela qualidade deles – afinal, ali estavam, respectivamente, um ídolo da torcida, um jogador com mais de 50 gols pelo clube e uma promessa do elenco. Mas a questão era simples: e se um deles se machucasse no primeiro jogo ou fosse expulso? No fim das contas, aconteceu algo bem pior, e os temores pela pequena quantidade de jogadores de frente foram soterrados pela dor da derrota para o Mazembe.

Exatamente dois meses depois de uma das partidas mais tristes de sua história, o Inter divulgou a lista para a Libertadores com uma nova atitude para o setor definidor do time. A diretoria foi às compras e deu a Celso Roth outras opções no ataque. A relação de atletas para o início da batalha pelo tricampeonato continental apresenta seis atacantes no elenco vermelho. E quase todos renomados.

Aos três do Mundial, foram acrescidos o argentino Cavenaghi, colecionador de gols nos tempos de River Plate, e o ex-vascaíno Zé Roberto, homem da confiança de Roth, e o garoto Alex, de 20 anos, buscado no Fluminense. Para o trio que restou do Mundial, surgiu uma nova realidade: concorrência mais pesada e troca na hierarquia. Alecsandro, o titular em 2010, perdeu lugar para Leandro Damião, que já marcou cinco gols em três jogos na nova temporada. Rafael Sobis, quando se recuperar da lesão muscular que sofreu na coxa direita, terá que disputar posição com Zé Roberto. E Roth ainda precisará descobrir o que fazer com Cavenaghi, contratado como astro, mas que perde a certeza de lugar no time diante dos gols sequenciais de Damião.

A grande questão é que aumentou a variedade. Roth, agora, tem três jogadores preferencialmente de lado (Rafael Sobis, Zé Roberto e Alex) e outros três mais de área (Leandro Damião, Cavenaghi e Alecsandro).

- Hoje, existem várias opções para a posição de ataque. São jogadores até com as mesmas características. A Libertadores é muito complicada. Todos têm que estar bem. Em qualquer sinal de que alguém não está bem, é importante o treinador ter a opção no banco. A gente espera que esse poder de ataque seja efetivo, transformado em gols, porque isso dá tranquilidade para toda a equipe. Esperamos fazer como fizemos no ano passado: com dificuldades, mas tendo jogadores decisivos na hora certa – disse o goleiro Lauro.

O Inter, na prática, reconheceu que houve fragilidade ofensiva em 2010. Desde a saída de Taison, Celso Roth bem que poderia acionar o play de um gravador para repetir, dezenas de vezes, que a equipe perdera contundência ofensiva – que tinha domínio, mas não agressividade. Foi isso o que o Inter buscou especialmente ao contratar Zé Roberto.      

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